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terça-feira, 29 de novembro de 2011

COSTUMES "CURIOSOS":

O primeiro "cachinho", virou "relíquia."..
Esta mecha de cabelo, que virou um "cacho" com o decorrer do tempo, 
foi cortado por volta de 1943. Era costume, então, guardar-se  uma
 mecha do primeiro corte . Minha mãe guardou o meu, que é esse
 da foto..  Eu, que sou uma "preservadora" do passado, ainda o 
tenho comigo.Curioso costume, não?  (Imagem: Lúcia Paiva).

No último mês de maio, dia 18, fiz uma postagem com um título imenso. Esse, que aí está, abaixo:

ALFAZEMA, no PORTA-INCENSO, perfumando:
MANDRIÕES, CUEIROS, MANTAS, CAMISINHAS de PAGÃO...
...e o aroma no ar !!!

Naquela postagem, eu já insinuava que o povo cearense tinha, de acordo com o meu pouco conhecimento e a minha memória, alguns costumes bem arraigados, herdados de nossos colonizadores, os portugueses, do povo africano, que veio "de roldão", para cá, e do nosso  indígena, nativo, os verdadeiros  DONOS, DA TERRA...

O porta-incenso, que pertenceu às minhas avoengas, e
que minha mãe usou, para "incensar" os enxovais dos
seus seis filhos. Hoje, ele está em "meu acervo" de 
relíquias da família. (Imagem: Lúcia Paiva)

Tenho imenso prazer quando trago, à tona, os costumes que absorvemos, no decorrer da vida, não importa de qual desses três povos citados. Estão todos eles tão intrinsecamente  ligados, que não sabemos definir , muitas vezes, de onde veio determinada "herança cultural" : se do índio, do português ou do negro africano...

Aquele costume, de "passar" todo o enxoval de cada filho que nascia, pelo incenso de alfazema, mesmo sem eu ter visto, por ter sido a última filha a nascer, para mim é inesquecível, porquanto, todo o ritual que foi feito quando do meu nascimento, me foi passado, pelos meus pais...anos depois. O porta-incenso, permaneceu na família, como se fora para "confirmar" mais essa parte, da história familiar. 

Um outro costume, que havia lá em casa (como em inúmeras outras, bem sei!), era quando uma mãe resolvia cortar, pela 1ª vez, o cabelo de sua criança, especialmente quando se tratasse de uma menina. Acontecia algo semelhante ao que ocorria quando da extração de um "dente de leite". Na minha época de criança, o dente era tirado "amadoristicamente", ou seja, "na marra", "à força"...era um ato "violento"(?),.. enfim... Naquela época, não se levava uma criança ao dentista, que eu me lembre, para esse tipo de procedimento odontológico. O processo de extração, de um dentinho de leite, era "executado" em casa mesmo, ao menos na minha casa e na casa de minhas amiguinhas do bairro...
Depois que o dente de leite estava solto, na mão, sem nenhum sinal de higiene , banhado de um "líquido púrpuro", seguia-se um ritual inesquecível: mirando para cima de sua própria casa, a criança arremessava o branco dentinho de leite, com a maior força que  podesse ter, para alcançar o telhado, proferindo, ato contínuo, o ingênuo e "esperançoso" versinho que se segue:

"Mourão, Mourão,
toma este meu dente,
e me dá um são"!
(obs.: nunca soube, quem era esse "Mourão " ! )

Eu procedia assim, a "mando" de minha mãe, depois de um sofrimento atroz, ao arrancar o meu dentinho de leite. Analiso hoje, a cena que antecedia o arremessar do dente e vejo que,  amarrar com  linha de costura um dente de leite para ser extraido, de um só puxão... era uma "tortura"  bastante "inocente"...ai, ai, ai, ai, ai ...! 

Porém, creio que as mães não o faziam por mal, era "costume"...  As mães, certamente, "ignoravam" outra alternativa para  tirar o dente de leite, que "amolecia" na boca...
................... 

Agora sim, vou contar sobre o 1º corte do meu liso, louro e pouquíssimo cabelinho "virgem"...
É, esse cachinho da foto, é meu..Não sei se sabem, mas mesmo que um cabelo seja liso, como era o meu, depois de cortado e bem amarrado (como fazia minha mãe), com o passar do tempo, a mecha vai ficando cacheada, como se crespo fosse o cabelo... 

Esta foto é de 1943 . Aí, o pouco cabelo, fino e
 liso,  já está cortadinho. Eu chorara tanto que 
  minha mãe me entregou sua bolsinha de  
moedas, para eu ser "retratada", no
estúdio, sem choro...
(Obs.: a minha foto, está precisando ser restaurada..)

Minha mãe guardou sempre o cachinho de meu cabelo, enquanto viveu. Então, não seria eu a jogá-lo fora! Passou, portanto, a ser mais uma "relíquia"  que vem me reportando à primeiríssima infância, como tantas outras saudosas lembranças...

Agora, os costumes são bem outros... Mas, convenhamos, guardar um punhado do primeiro cabelo cortado, bem amarradinho, virando um cacho, e se tornando uma "relíquia"..."só doida", viu?...que nem mamãe e tantas outras mães,"corujas"...
...Como a DONA MAZÉ !!!


CONFESSO: no "diário do bebê" do meu único filho, há uma 
página - "cabelinho do bebê" - onde colei uma mecha, amarrada, do primeiro corte de seu cabelo. Era liso e claro, como o meu, 
vindo a se tornar um "cachinho", também...
Como os tempos eram outros, o álbum, todo ele uma relíquia, contém quase todas as informações de seu primeiro ano de vida.
Guardo-o,carinhosamente, como qualquer outra "mãe coruja"...
.
HAJA CURTIÇÃO MATERNAL !!!
TODAS AS MÃES, SÃO "DOIDAS"... por seus filhos!!!






*******



Obrigada, amigos! Estou indo.............mas volto!  Um abraço!

sábado, 14 de maio de 2011

À procura de BORDADO, DEDAL.. (RE)encontrei REJANE PAIVA

BORDADO, DEDAL, BASTIDOR...                                  



Esta foto,"salvei" do blog  Flores no Jardim .
A Designer de Bordado, Lee Albrecht o
denominou de  "Meus Tesouros"...

Esta foto, é do blog Flores no Jardim de
Lee Albrecht, idealizadora da primeira
Escola de Bordados do Brasil

Esta, é a habilidosa mão de Rejane Paiva,
do blog No Rastro do Caracol...tendo, no dedo
médio, um dedal semelhante ao meu...
Encontrar uma "xará" de minha prima, me deixou
emocionada.Estou seguindo o blog da Rejane Paiva
- No Rastro do Caracol. Pedí-lhe autorização, para
usar as fotos, mostrando como se utiliza um DEDAL.


Para quem não tem "afinidades" com dedais, este
é usado para quem possui  unhas longas..."bem bolado"!

Vejam, que graça, este estojo. O google me levou
a este belo estojo, que "salvei", no ato....

Coleção de belos dedais, de porcelana, do blog de
Lee Albrecht > Flores no Jardim. São dedais de
de vários países. Um encanto!



Pingente, feito com dedal e alfinetes, do
blog Laraja Limão. O dedal que tenho,
que foi da tia Carmelita, brilha assim,
quando lustrado...Pretendo fazer  um
um pingente como este....-Um mimo!

Deixei, para o final da sequência de fotos, o DEDAL
que pertenceu à minha tia CARMELITA. Além deste,
haviam muitos outros, que se perderam no  tem.po....

O dedal da tia Carmelita, que guardo com um imenso
carinho. É de cobre e, quando lustrado, fica  dourado,
brilhante..Por descuido, não o lustrei, antes da foto...

Uma ideia fixa, desde a semana passada, vinha me motivando
a escrever sobre o único dedal que restou, de uma razoável
coleção que havia em nossa casa. Parte dela, pertencera à
minha tia Carmelita (1896-1951), que foi a única irmã de meu
pai. Tia Carmelita, foi exímia bordadeira, além saber dedilhar bem
 o seu piano. Ou seja, possuia  mãos muito delicadas,  para bordar
tão bem, verdadeira fada...! Como não se casou, sobrava-lhe muito
tempo para se dedicar ao bordado e ao piano. Não tendo filhos,
bordou todo o enxoval dos seis filhos da Dona Mazé, sua
única cunhada...e minha querida mãe...
Lembro-me que, até há bem pouco tempo, ainda se via peças,
bordadas, por minha tia, em nossa casa. É possível, que em casa
de algum sobrinho, sobrinho-neto, ou sobrinho-bisneto, ainda
"sobrevivam" algumas dessas peças, a enfeitar alguns móveis, ou,
no fundo de um "baú de cedro"...

Como possuo apenas um dedal, o que restou, dos dedais da
tia Carmelita, resolvi procurar, na internet, "boas companhias",
para o solitário e lindo objeto de cobre...

Logo de primeira, o "amigo google" me levou ao blog 
"No Rastro do Caracol"....Procurei a proprietária, da casa,
e tomei um emocionante  susto: Rejane Paiva... De imediato,
veio a imagem de minha amada e inesquecível prima de
mesmo nome: Rejane Paiva (1941-2008).
Igualmente à minha tia Carmelita, Rejane também não se
casou. Dedicou, 45 anos de sua preciosa vida, à Medicina, como
Pediatra. Foi uma das pessoas mais generosas, com quem  convivi,
quase toda a sua vida. Nunca montou consultório particular, sendo
servidora pública, como Médica Pediatra, em dois hospitais de
Fortaleza. Já se encontrava aposentada, de um dos dois empregos, quando se findou... 
A emoção maior, ao encontrar a outra Rejane Paiva, foi a coincidência do mês : MAIO...
Há exatos três anos, recebi o último telefonema da prima :
- "Oi, Rejane, tudo bem?"... - "Não, Lucinha, estou com câncer"...Sua voz, muito triste, era, porém, de total conformação...
Sabia, me pareceu, que não haveria "volta"....
Rejane, a Dra. Rejane, carinhosamente chamada assim, até por seus
colegas e amigos, aguardou, seu último dia, até setembro chegar...
Foram quatro meses, de resignada espera...pelo "último suspiro "...

*******

Dedico, à tia Carmelita e à prima Rejane, esta postagem. Para
mim, foram modelos  de gente abnegada, de total dedicação 
à família e a todos que com elas conviveram. Poderia até dizer,
sem medo de errar, que as dua viveram santificadamente...
A primeira nasceu no século XIX e morreu no século XX,
a segunda, nasceu no século XX e morreu no século XXI, ou seja,
em épocas diferentes, mas com  posturas semelhantes...


NOTA:  Maria Carmelita de Oliveira Paiva, era tia-avó,
duplamente,  de Rejane Muzzio de Oliveira Paiva. 
O pai e a mãe de Rejane, sendo primos, entre si, eram
sobrinhos de Carmelita. Deixaram muitas saudades, estas
duas generosas mulheres que, por "ironia do destino", não
deixaram descendentes...








Estou indo........................mas eu volto, um abraço! 






domingo, 1 de maio de 2011

LETRAS das 7 CANÇÕES que MAMÃE mais CANTAVA - V I I


SURPRESA

Foto de cofre antigo,móvel, "salvo" do mercado
livre, na internet...
Foto de cofre,de parede, "menos" antigo, que o de 
de cima,"salvo do mercado livre, na internet...

Eete, é um pedacinnho de uma das prateleira de
minha velha  estante...Vejam, ao lado direito do
livro 1,... é um cofre antigo, em
forma de livro, herança de um meu ancestral...
(Foto : Lúcia Paiva) 

Nesta foto, o mesmo cofre retirado da estante, vendo-se
a bela e "trabalhada" parte de trás(costas), esmaltado,
  parece ágata,original...(Foto: Lúcia Paiva)...

Meu querido cofrinho, precisa de uma restauração,
enferrujou, em cima e nas laterais. o que não ocorreu com a
parte de baixo,que conservou-se...Na foto anterior,
considerei "atrás", por êle está de ´"pé"....
O "desenho" de cima, é uma Caravela, em alto relevo...
Este cofre, medindo 25x15 cm, pertenceu
ao meu bisavô paterno, português,
da Ilha de São Miguel ,dos Açores,
João Francisco de Oliveira
(Foto: Lúcia Paiva)
"Descobri", no mercado livre da internet, esses
lindos cofrinhos, em cores diversas,
semelhantes ao meu, mas não
com o "seu valor", evidentemente...
  "Salvei" a foto, de imediato...

Carlos Alberto, NÃO é o nome do fotografado.
Ainda não posso revelar o nome deste moço...
Posso adiantar que não é o meu
avô. Mas é um primo dele, nascido
por volta de 1860...Trata-se do filho
de uma grande personalidade nacional,
nascido no Ceará, em 1831, irmão de um
meu bisavô materno...(SURPRESA!!!)
Queria postar, aqui, uma foto de meu avô
bem mocinho, mas só possuo foto dele já bem idoso...
Essa foto, pertence ao acervo de minha família, agora, sob a minha "guarda"...

Fiz um suspense, porque pretendia retardar,  um pouco 
mais, o final desta série, em que homenageio Dona Mazé. Até
pensei no "provável" ciúme que devo estar causando ao meu
amado pai. Afinal, o 1º Centenário de Nascimento dele foi bem antes do dela, ocorreu em 1995, treze anos antes, portanto...o
da mamãe foi em 2008. Com este "draminha" de consciência,
daqui a alguns dias, começarei a planejar uma série de
postagens, semelhantes a esta, que se encerra hoje, ou seja:
"Letras das 7 canções que papai mais cantava"...

Pois muito bem, aí vem a "surpresa"...as ilustrações, no início
desta postagem tem tudo a ver. As três palavras-chave da
canção de nº 7 são: surpresa, cofre, fotografia...

Letra da Canção 7

SURPRESA

Diversas vezes a mamãe disse
Porém de modo que eu não ouvisse
Ser bem difícil hoje encontrar
A moça um noivo pra se casar

Ela então teria que um noivo escolher
O qual saberia sem receio ter
Rapaz conhecido por onde ela andou
Que  fosse um marido como ela encontrou

Depois no cofre um certo dia
Eu achei uma fototrafia
Era um retrato lindo perfil
De um belo moço forte e gentil

Eu então tirei lá do cofre assim
Guardando no seio disse para mim
Ah! é uma surpresa que querem fazer
Este com certeza meu noivo há de ser

Olho o retrato que tinha achado
Dentro do cofre tão bem guardado
Sempre esperando queria ver
O retratado me aparecer

Foi um belo dia
Logo de manhã
Quem êle seria
Pergunto a mamã

Mostro o retrato que tinha achado
Dentro do cofre tão bem guardado
E me julgava já tão feliz
Quando sorrindo mamãe me diz

Este retratinho é do teu avô
Era assim mocinho quando êle tirou
Foi uma surpresa eu mesma arranjei
Depois da surpresa...quase desmaiei...

*******

NOTA: No CD, "Canções Prediletas da Dona Mazé", gravado
por sua neta Márcia Paiva,que teve a capa e contra
capa publicadas no  último dia 14/04/, neste blog,
 tem, ao final, após a última canção - Surpresa -
 um "Parabéns pra Mazé"....
seguido de um "grito de amor", pelos netos,
que vai transcrito  abaixo :

"Parabéns pra Mazé
Nesta data querida
Neste seu Centenário
Por toda a sua Vida"

"Nós te amamos, Vovó Mazé ! "

*******





Estou indo.>>>................mas eu volto<<< .......um abraço!





  







quarta-feira, 27 de abril de 2011

LETRAS das 7 CANÇÕES que a MAMÃE mais CANTAVA - V I

Estamos quase concluindo, esta série, de 7 letras, das canções que
minha mãe, Dona Mazé, mais gostava de cantar. A de hoje, que é
a de nº6, não se assemelha às outras cinco, que aqui já foram
publicadas.
A cantiga de hoje, é quase uma canção de ninar, por ter ela
acalentado toda a infância das 3 Marias da Mazé: Zélia Maria,
Margarida Maria e Lúcia Maria. Além de nós 3, nascidas nesta
órdem, mamãe já tinha 3 meninos: José Maria, José Maurício e...Carlos Alberto...(?)
Aqui, preciso contar um inusitado episódio, entre marido e mulher. Pois bem: Minha mãe, que se chamava Maria José e era 
casada com José Joaquim, fez uma proposta ao meu pai, 
quando nasceu o 3º filho - procederem a um sorteio ,com 3 nomes,
sendo que, em um deles, não teria o "José"....Assim foi, então: José
Alberto, José Carlos e Carlos Alberto. 
Papéis escritos, dobrados, sorteio feito: o papel retirado foi o de Carlos Alberto. Dizia minha mãe: -"saiu o nome que eu queria, já tenho muito José !!! "...

Possuo uma boneca biscuit, francesa, que pertenceu
à minha tia Carmelita, irmã de meu pai. Não a
fotografei, para ilustrar este post, por ela está precisando de boa restauração. Minha
tia nasceu em1897, esta boneca, acima,
"salva" da Wikipédia, é  biscuit, francesa, sendo
de cerca de 1870...


Letra da Canção nº 6


BONECA DE PARIS

Eu tenho uma bonequinha assim
Que veio de Paris pra mim
Com lindo e bom chapéu
E tem como de moda um véu

Se eu ponho ela de pé não cai
E diz também mamãe papai
Porém um dia sem razão
Ela escorrega e cai no chão

Quebrou o narizinho e o pé
Perdeu porém a fala até
Não fala mais mamãe papai
Meu Deus que susto tive ai ai

Mandei chamar a um doutor
Para receitá-la por favor
Curar a linda bonequinha
E ela não sentir mais dor

Então esse doutor que faz
Remédio e não sei que mais
Tratou da linda bonequinha
À qual êle mesmo curou

Agora êle é meu doutor
Porque sabe curar sem dor
Qualquer Boneca de Paris
Que cai e quebra seu nariz

*******

NOTA: Esta letra , da Boneca de Paris, é exatamente a  que
mamãe cantou, durante a infância das filhas e
das netas. Muitas vezes cantava como qualquer
outra canção... Mesmo com as filhas já adultas, a  
ouvíamos cantarolando pela casa...

Existem muitas versões,da Boneca de Paris.   
Como se trata de uma cantiga infantil, de autor
desconhecido, como é a maioria delas, há liberdade,
na modificação da letra . As gravações, que eu tenho
ouvido, não têm ,   
 inclusive, a mesma melodia da "Boneca
de Paris" que Dona Mazé  cantava...


*******

Dentro de alguns dias, publicarei a Canção de Nº 7.....
Eu volto,...................um abraço! 
















           

quarta-feira, 20 de abril de 2011

LETRAS das 7 CANÇÕES que MAMÃE mais CANTAVA - I V

A CASA BRANCA DA SERRA

Escolhí esta belíssima casa branca, para ilustrar a matéria de hoje.
Imaginemos que ela foi a "inspiração" do poeta  Guimarães Passos
que, em 1880, escreveu o poema A Casa Branca da  Serra.
(Foto "salva" da galeria de fotos do Windows)
(Créditos para o blog MPB CIFRANTIGA)

A letra da canção de hoje, A Casa Branca da Serra, é das mais
populares modinhas de antigamente, no tempo de minha mãe,
 Dona Mazé, sendo uma de suas prediletas. Por tal razão,  a incluimos no CD comemorativo de seu 1º Centenário de Nascimento, transcorrido em 13 de abril de 2008.
Grandes cantores gravaram A Casa Branca da Serra, que
se ouvia nas chamadas serenatas. O poema, de Guimarães Passos,era
muito recitado nos saraus. A letra foi musicada por Miguel Pestana, passando, então, a ser cantada por Vicente Celestino, Carlos Galhardo e outros cantores famosos, da primeira metade do século XX.

Letra da canção 4

A Casa Branca da Serra

Na casa branca da serra
Em que eu  fitava horas inteiras
Entre as esbeltas palmeiras
Ficaste calma e feliz
Aí teu peito me deste
Quando pisei tua terra
Aí de mim te esqueceste
Quando deixei teu país

Olhei-te um só momento
Desde esse feliz instante
Tu me ficaste constante
Na vista e no pensamento
E mesmo se eu não te via
 Passava horas inteiras
Vendo-te à sombra erradia
Entre as esbeltas palmeiras

Falei-te uma vez e calma
Tu me escutaste mas logo
Abrasou tua alma ao fogo
Que abrasara minh'alma
Transfigurada e feliz
"Sou tua" tu me disseste
Depois de mim te esqueceste
Quando eu deixei teu país

Nunca te visse eu formosa
Nunca contigo falasse
Antes nunca te encontrasse
Na aminha vida enganosa
Por que não se abriu a terra
Por que os céus não me puniram
Quando os meus olhos te viram
Na casa branca da serra

Embora tudo bendigo
Essa ditosa lembrança
Que vem me dar esperança
De unir-me ainda contigo
Bendigo a casa da serra
Bendigo as horas fagueiras
Bendigo aquelas palmeiras
Queridas da tua terra

*******



Estou indo>>>>>>>mas eu volto<<<<<<<< ....um abraço!














quinta-feira, 14 de abril de 2011

"DONA MAZÉ" : DUAS DATAS DE ANIVERSÁRIO...

Éramos seis, os filhos da "Dona Mazé"... Meu pai, parentes e amigos, a chamavam sem o "Dona", este era usado pelos
de mais cerimônia, no costume de antigamente...
No registro do Cartório João de Deus, uns dos mais antigos de
Fortaleza, está apenas Maria José. Seus pais eram: João Batista
Bezerra de Menezes e Maria Carolina Bezerra de Menezes. Sua
mãe, era sobrinha de seu pai. Depois de crescida, ela passou

Encarte do CD, na voz da cantora/compositora Márcia Paiva,
neta da "Dona Mazé", constando 7 das canções prediletas da
homenageada, cujo 1º Centenário de nascimento ocorreu no dia
13 de abril de 2008, em Fortaleza-CE.




a registrar o  seu nome como Maria José Soares Bezerra de Menezes. Ao casar-se com meu pai, José Joaquim de Olveira Paiva, excluiu o Soares e o Menezes, acrescentando o Paiva.

Mamãe nos contava que nascera no dia 13 de abril de 1908.
Porém, seu pai acreditava que o úmero 13 não trazia sorte e
registrou-a como tendo nascido a 14.Tendo seu pai falecido
 quando ela tinha um ano e meio, ao chegar à idade da
"razão" , não sendo supersticiosa, passou a comemorar, o seu
aniversário, sempre no dia 13 de abril.

Na data do centenário de nascimento de "Dona Mazé", a famíla,
reunida,  comemorou em festa de intensa alegria. Mesmo que sua
boníssima alma já tivesse voado, como um lindo passarinho, em 1981. O lugar escolhido, foi o "salão de festas" do Solar do Benfica, onde moro. O programa foi simples: música ao vivo, na voz de sua neta Márcia Paiva, incluindo no repertório as "canções
prediletas da Dona Mazé"; um telão projetando fotos de momentos
de sua vida em famíla : "comes e bebes"; bolo com 100 velinhas;
distribuição do CD. Tudo bem planejado e cheio de amor...

CD - fora da capa - constando sete canções, das que mamãe mais
gostava de cantar em casa:  na cozinha, na sala,no banheiro....


Ao final, todos entoaram o tradicional "parabéns pra você", seguido de um, uníssono, "nós te amamos ,Vovó Mazé", gritado
pelos netos.

Hoje, é a data do aniversário "oficial" da minha mãe. A data que
ela nunca considerou: 14 de abril. Ontem, é que era o dia mais apropriado para esta postagem: 13 de abril. Este, era o dia  que ela considerou, até a sua alma voar, como um passarinho,em 05 de
julho de 1981.
Entanto, homenageei, ontem, minha terra mãe, Fortaleza, que completa anos, coincidentemente, no mesmo dia que a minha mãe
genética, "Dona Mazé".

Para justificar, minha filial atitude, uma mentirinha "piedosa":

- "Procedi assim, mamãe querida, para agradar, ao menos uma vez ,

Encarte, da contra-capa do CD, constando o nome das 7 canções
prediletas de "Dona Mazé"  e uma foto sua, 1 ano antes de sua
alma virar " passarinho "e voar...

ao vovô, que se foi tão cedo e não pode acompanhar o seu desenvolvimento físico e psicológico"...


Fico a me perguntar: será, que a minha mãe teria sido influenciada pelo pai, quanto ao nº 13, se a "viagem"  dele tivesse
ocorrido muitos anos depois???




Palavra empenhada:...........eu volto, um abraço!,