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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O NORDESTE, QUINTA-FEIRA, 24 DE JULHO DE 1952

MANOEL DE OLIVEIRA PAIVA (XXV)
O romancista e o maestro
J. Paiva
Maestro Alberto Nepomuceno (Fortaleza, 1864- Rio de Janeiro-1920)
Maestro Alberto Nepomuceno.
Maestro Alberto Nepomuceno.
Foto antiga da Avenida Alberto Nepomuceno,no centro de Fortaleza.
Foto atual da Av. Alberto Nepomuceno, em Fortaleza, vendo-se
ao lado esquerdo o Mercado Central tendo ao fundo as torres da
da Catedral (Sé).
Monumento que homenageia o Maestro Alberto Nepomuceno,
localizada no início da avenida que tem o seu nome, em Fortaleza.  
Prédio da Escola de Música da Universidade Federal 
do Rio de Janeiro (UFRJ), da qual foi Diretor o Maestro
 Alberto Nepomuceno,de 1902 a 1903 e de 1906 a 1916.
Na Escola de Música da UFRJ, encontra-se a Biblioteca
Alberto Nepomuceno..., cujo" logotipo" do site, vai postado a seguir...

Romancista Manoel de Oliveira Paiva (Fortaleza,1861- 
Fortaleza- 1892), tio materno do Maestro Alberto Nepomuceno.
À esquerda, Manoel de Oliveira Paiva ao lado do
de seu amigo de letras e lutas, Antônio Martins.
Avenida Oliveira Paiva, localizada na zona sul de Fortaleza.
Avenida Oliveira Paiva - zona sul de Fortaleza, capital de Ceará.
João Francisco de Oliveira (São Miguel dos 
Açores, ? - Fortaleza, 1871), foi escultor, fotógrafo,
agrimensor, marcineiro, fabricante de órgãos( para igrejas).. Pai de 
Manoel, avô de Alberto, avô de José Joaquim (J. Paiva) e... meu bisavô...
 
Maria Isabel, mãe de Manoel de Oliveira Paiva,
com a sua neta Jacinta, única filha de Manoel,que
tinha 10 meses quando o pai faleceu (1892).Alberto 
Nepomuceno era filho de sua enteada, Maria Virgínia,
irmã, por parte de pai, de Manoel de Oliveira Paiva, de
 minha avó, Rosa de Oliveira Paiva. e mais 6 filhos. A primeira
esposa de João Francisco de Oliveira, Emília Jacinta (açoriana), teve
 duas filhas: Maria Virgínia e Joana. Joana era mãe Tereza e avó de Jacinta
(a menina da foto). Tereza, portanto, era sobrinha e esposa de Manoel de Oliveira
 Paiva. Joana, era tia materna de Alberto Nepomuceno. Maria Isabel foi minha bisavó...
Primeira edição de Dona Gudinha do Poço,
publicada pelas Edições Saraivas, em 1962,
60 anos após a morte do escritor....
Obs.: Pelo tempo transcorrido, a sua obra
 tornou-se de "DOMÍNIO PÚBLICO"... 
Abaixo, seguem-se imagens de algumas 
edições já publicadas, por outras editoras....







Lúcia Miguel Pereira (Barbacena, MG,1901-
Rio de Janeiro,1959). Escritora e crítica,
prefaciou os dois romances de Manoel de
Oliveira Paiva :" Dona Guidinha de Poço" e 
"A Afilhada" , em suas primeiras edições.
Primeira  edição do romance A Afilhada (1961).
com um extenso prefácio da escritora e crítica 
literária, Lúcia Miguel Pereira .
Este romance; havia sido publicado em "folhetim",
no jornal A Quinzena, ainda em vida do autor (1891).

José Ramos Tinhorão(Santos-SP, 1928), jornalista, escritor e crítico 
de música popular brasileira .
Rolando Morel Pinto, reuniu toda a obra de
Manoel de Oliveira Paiva, (romances, contos
poesias) no livro"Obra Completa de Manoel de
Oliveira Paiva" além de livro acima, sobre o autor.
José Joaquim de Oliveira Paiva (Fortaleza,1895-1977),
jornalista, líder católico,sobrinho materno de Manoel de Oliveira Paiva ,
autor da biografia, cujo último capítulo vai hoje publicado, é meu pai....



(...continuação...)
Na fotografia -típica a que nos referimos, vemos, dentre outros o professor de música Alberto Nepomuceno, filho do Maestro Vitor Nepomuceno,  e o nosso biografado Manoel de Oliveira Paiva.

Vitor Nepomuceno, adotado como filho por Antônio Raposo, primo de meu avô João Francisco de Oliveira, pai de Manoel de Oliveira Paiva, casou-se com uma irmã deste pelo lado paterno, sendo porém Alberto seu sobrinho. 

Aos seus tios João e Manoel de Oliveira Paiva deveu Alberto Nepomuceno, em parte, ter podido elevar-se na Arte que abraçou. Tendo encontrado na família de João Francisco de Oliveira o ambiente propício que lhe despertou a vocação musical, no entanto Vitor Nepomuceno tornou-se um perfeito boêmio, e naquela época (1888) sua esposa, (minha tia) e a filha já residiam em Recife onde ele foi morrer. Por intermédio de uma das manas Irmãs de Caridade, os dois irmãos Oliveira Paiva obtiveram o regresso de ambas para Fortaleza, tomando-as sob sua guarda. A irmã de Alberto Nepomuceno, Emília, casou-se com Alcides Brasil de Matos, pai do saudoso jornalista e educador Alcides Montano, sendo seus filhos Luiz e Francisco Nepomuceno de Matos, residentes em Fortaleza.

Alberto Nepomuceno seguira para o Rio de Janeiro, de onde descortinou logo sua gloriosa carreira artística, à qual não faltariam desgostos íntimos, coroando a sua vida por uma edificante morte, "deixando, como diz o Barão de Studart, mãe e irmã aos cuidados de um tio". Durante algum tempo residiu Alberto Nepomuceno na Casa Velha do Outeiro, enquanto "decidido a viajar e a conhecer a música nos seus centros de maior cultura e aproveitamento, dava seus concertos no nosso Clube Iracema em que mais de uma vez os laureados artistas (ele e Frederico Nascimento) foram devidamente aplaudidos e saudados pelo que de mais seleto a sociedade cearense".

Num dos apartamentos da residência do Outeiro, a velha casa de taipa, moravam, com os mais da família, além de Manoel e João de Oliveira Paiva, meus tios; Alberto Nepomuceno, eu primo e Manoel de Castro Paiva, meu tio pelo lado paterno, em certo tempo no futuro figura saliente da Lábrea, ao lado do Monsenhor Francisco Leite Barbosa. Era a mamãe, Rosa de Oliveira Paiva, irmã e prima dos quatro, privada de continuar seus estudos na Escola Normal, por suas ocupações domésticas, quem para todos cozinhava e engomava. Ela muitas vezes nos contara esta silenciosa e solicita coadjuvação ao irmão que somente muito de sua morte teria seu nome consagrado nas letras nacionais e ao sobrinho de cuja consagração vinha tendo conhecimento. Nas suas conversações no último ano de vida (1951), às vezes lhe viam aos lábios os nomes do "Vitor", do "João" do "Manoel" e do "Alberto"  êstes dois o romancista e o maestro a quem, como irmã, tia e arrumadeira da casa, solicitamente servira em anos que haviam ficado para trás, reduzida agora à solidão dos seus 85 anos...
Por J.Paiva
..."FIM"...


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Notas:
1- Em todos os capítulos da biografia escrita por J. Paiva, até então publicados neste espaço, foi mantida a ortografia original
do texto escrito em 1952;

2- Foi feita uma exaustiva pesquisa, para complementar o  que foi escrito há 60 anos, ilustrando-o, a fim de contextualizá-lo com o ambiente da época narrada ( homens e fatos) ,trazendo-o, de certa forma, para o momento presente para que fosse melhor apreciado;

3- É minha intenção trazer em breve,a este espaço, um pouco da vida e obra do Maestro Alberto Nepomuceno, cuja mãe, Maria Virgínia, era irmã de minha querida avozinha Rosa, para quem dediquei uma postagem..em outubro de 2011...(é só clicar no marcador Laranja Da Terra, no arquivo, caso lhe interesse uma receita de laranja da terra...e apreciar a bela compoteira que ela deixou de herança...

4- FONTES: Wikipédia, google, acervo pessoal.
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Volto, em uma semana...........um abraço!