TEATRÓLOGO B. de Paiva X Oscar Niemeyer,
ARQUITETO : O QUE TERÃO EM COMUM?
Teatrólogo B. de Paiva (José Maria Bezerra Paiva) nascido em
Fortaleza- Ceará, no dia 06 de novembro de 1932. Foto do dia
em que se tornou membro do Instituto Histórico e Geográfico do
Distrito Federal, em 2010, ano em que Brasília , projetada pelo
Arquiteto Oscar Niemeyer, completava 50 anos de "vida"...
Arquiteto Oscar Niemeyer, nascido no Rio de Janeiro,
no dia 15 de dezembro de 1907. Criador, genial,
da cinquentenária Basilia - capital do
Brasil
(Foto "salva" na Wikipédia)
Exército Imperial do Brasil, ataca as forças confederadas no Recife - 1824
(Foto - pintura - "salva" na Wikipédia)
Para responder, à pergunta acima, trancreverei, a seguir,
trecho de uma biografia, organizada pelo escritor Luciano
Klein Filho :> "Bezerra de Menezes - Fatos e Documentos".
Com a leitura do referido trecho, os leitores conhecerão alguns
fatos que ficaram à margem da Confederação do Equador, ou seja, não foram registrados pela maioria dos historiadores que
trataram desse tema...
"Em Defesa do Avô
Família eminentemente católica, conservadora e mantenedora
de suas tradições genealógicas, os Bezerra de Menezes do Riacho do Sangue ficaram conhecidos - talvez por isso invejados -
pela comunhão permanente e união entre os seus membros.
Um exemplo disso observamos na contenda que o nosso
biografado encetou para defender a memória de seu avô
paterno, que não chegou a conhecer.
Antônio Bezerra de Sousa e Menezes, o avô, nasceu na Caatinga
do Góes, em 23 de março de 1758, foi homem de influência e
ação durante os movimentos de 1817 e 1824. Evidenciou-se
denodadamente nas lutas pela independência do Brasil, em
1822, derrotando as aguerridas tropas de José Félix e
Manoel Antônio Diniz em Forquilha (CE). No entanto, em
decorrência das arbitrariedades cometidas por d. Pedro I,
na fase inicial de seu governo, mudou de lado. Tornou-se
comandante das armas da Confederação do Equador, no Ceará,
sendo por isso perseguido e capturado na fazenda Cruz, lançado
a ferros numa prisão em Fortaleza, e condenado à morte. Mas,
graças à intervenção do tenente-coronel de engenheiros,
Jacó Conrado de Niemeyer - presidente da comissão militar
nomeada para julgar os rebeldes - que levou em conta os
relevantes serviços por ele anteriormente prestados à nação,
a pena de morte foi comutada para a de degredo perpétuo no
interior do Maranhão, pena que não chegou a ser cumprida,
pois faleceu a caminho do desterro, em 27 de setembro de 1827,
sendo seu corpo sepultado em Riacho do Sangue.
Neste trágico episódio da história Cearense, não tiveram a mesma
sorte outros adeptos sa República do Equador, dos quais sofreram
fuzilamento no campo da Pólvora - depois praça dos Mártires
e atualmente Passeio Público, em Fortaleza - o padre Mororó,
Pessoa Anta, Francisco Ibiapina, Luis Inácio de Azevedo e
Feliciano Carapinima.
Conrado Niemeyer, dando conta do fato sinistro ao ministro da
guerra, em ofício de 1º de maio de 1825, exprimiu-se com
frieza sobre as solenidades do 'ato de justiça':
Ontem pelas 9 horas da manhã foram
fuzilados, por sentensa da Comissão
Militar, os rebeldes, padre Inácio
Gonçalo Loiola (padre Mororó ) e o
coronel João de Andrade Pessoa Anta,
ficando recomendado à piedade de
S.M.I.(Sua Majestade o Imperador),
o tenente-coronel Antônio Bezerra de
Souza, que nesta província serviu por
algum tempo de comandante de armas.
Não posso deixar de aproveitar com
prazer este delicioso momento, para
novamente fazer patente a S.M.I. a
disciplina e subordinação de toda a
tropa de meu mando, a firmeza, o
silêncio, a obediência, o respeito que
patentiou no ato da execução dos réus,
e o entusiasmo, com que deram os vivas
e entoaram o Hino Nacional, me encheu
de maior confiança a seu respeito (...).
A discussão aludida deu-se, no Rio de Janeiro, entre Bezerra de
Menezes e o conselheiro João Manoel Pereira da Silva (1818-
1897) -literato, criminalista, político e orador inflamado - quando
este, em 1871, levantou dúvidas sobre o comportamento de
Conrado Niemeyer no julgamento dos cabeças da revolta de 1824.
Bezerra rebateu galhardamente as críticas, escrevendo artigos no
periódico da corte, A Reforma. Igualmente, do Ceará, o senador
Tomás Pompeu refutou as argumentações de Pereira da Silva,
através dos jornais O Cearense (novembro e dezembro de 1871)
e A Constituição. "
Agora, as Respostas, à Pergunta do Início:
Resolvi "inserir" B. de Paiva e Oscar Niemeyer, na Confederação
do Equador, pela simples razão de, o primeiro, ter me
"encomendado" uma pesquisa sobre a ascendência genealógica
de Oscar Niemeyer... B. de Paiva é meu irmão mais velho
- 10 anos - e, há alguns meses, pergutou-me: -"Será
que Jacob Conrado Niemeyer, o "carrasco" da Confederação
do Equador, que interferiu na morte de meu avoengo, é
avoengo do Arquiteto de Brasília? Gostaria de saber, afinal,
fui Diretor do Teatro Nacinal de Brasília, que ele projetou,
veja isso para mim, minha irmã!"...
Imediatamente, entrei no google, que me levou ao Colégio Brasileiro de Genealogia e lá está:> Oscar de Niemeyer Soares
Filho é trineto de Jacob Conrado Niemeyer.
Comuniquei ao B. que logo disse:- >" Eu bem suspeitava!"
Assim, vai-se vendo, as "afinidades" dos dois ARTISTAS :
O Teatólogo B. de Paiva, é tetraneto de Antônio Bezerra de
Souza e Menezes. Ambos, portanto, são descendentes de dois
homens que estiveram juntos, há 187 anos, naquele momento dramático,cada um em "lado" diverso, ainda na MONARQUIA...
O Arquiteto Oscar Niemeyer, projetou Brasília e, lá, criou
outros projetos, dentre êles,, o Teatro Nacional. Durante
alguns anos, B. de Paiva dirigiu o Teatro Nacional de Brasília.
Hoje, Oscar Nieemeyer, considerado um dos maiores arquitetos
do Brasil contemporâneo e autor de inúmeros projetos, quase
todos de impotância internacional, está com 103 anos e reside
no Rio de Janeiro. Mesmo sendo mais que centenário, continua
a trabalhar, criando projetos extraordinários, recebendo
constantes homenagens, no Brasil e fora dele.
José Maria Bezerra Paiva, mais conhecido por B. de Paiva,
hoje tem 78 anos, mora e trabalha em Brasília, proferindo
palestras, sobre sua arte principal,o TEATRO, por todo o Brasil.
No Ceará, criou o Cusro de Arte Dramática, da UFC;
foi diretor e ator de teatro, cinema e televisão; reitor da
FEFIERJ, hoje UNI-Rio(RJ). A Casa do Ceará, em Brasília,
já manifestou a idéia, através de seu presidente, de nomear,
o teatro a ser construído, na nova Casa do Ceará,
de TEATRO B. DE PAIVA...
Então, os dois ARTISTAS, possuem ou não, alguns "traços" comuns?
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NOTA : Bezerra de Menezes, o biografado do livro organizado
por Luciano Klein Filho, citado na postagem, é
Adolfo Bezerra de Menezes, Médico, Espírita,
que nasceu a 29 de agosto de 1831, em Riacho
do Sangue (hoje Jaguaretama) no Ceará, e
faleceu no dia 11 de abril de 1900, no Rio de
Janeiro. O Dr. Bezerra de Menezes, é conhecido
também, como o "Allan Kardec brasileiro"
o "Médico dos Pobres"....
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Vou agora, mas eu volto.........................um forte abraço!