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quarta-feira, 2 de maio de 2012

O NORDESTE, SÁBADO , 10 DE MAIO DE 1952

MANOEL DE OLIVEIRA PAIVA (III)
Contingências e sentimentos da família
J. Paiva
Antes de 1870, a atual Praça José de Alencar, que já se chamou
Praça Marquês do Herval, chamava-se Praça do Patrocínio.
(site Oficina de Projetos- Preservando a História).
Antiga Praça Marquês do Herval, hoje Praça José de Alencar, vendo-se
ao fundo a Igreja Nossa Senhora do Patrocínio. À esquerda, fica a Rua
24 de Maio, para onde se mudou a família Oliveira Paiva, após a morte
do Mestre João Francisco de Oliveira. (Foto: Arquvo Nirez)
Foto semelhante à anterior, colorida manualmente. Era
costume, nas décadas de 1920, 30, a venda de postais 
coloridos à mão...,em Fortaleza-CE.(Foto: Arquivo Nirez)
Foto mais próxima da Igreja do Patricínio. Do lado
direito, o belo prédio onde funcionava a Fênix Caixeiral,
escola que formava Guarda-Livros ( atual Contalibilista).
Nela, formou-se meu pai, José Joaquim de Oliveira Paiva
(J. Paiva, autor desse texto biográfico) onde, também, tornou-se
 Bibliotecário e Professor de Francês. (Foto: Arquivo Nirez)
Foto, ainda mais próxima,da Igreja do Patrocínio e da Fênix...
A Fênix Caixeiral, foi um grande polo de disseminação cultural,
em Fortaleza, por muitos anos.... Hoje, já não existem, nem o prédio,
nem a agremiação. Procurei, em vão, por seu acervo de livros e documentos
. Lamentável!  Mas continuo na busca...(Foto: Arquivo Nirez)
Visão aérea da Fortaleza de 1937. Vê-se, à esquerda a antiga Sé
de Fortaleza, antes de sua demolição, ocorrida.em 1938. Na extrema
direita, bem acima, a Igreja do Patrocínio.  O cenário é do século XX,
mas as Igrejas, da Sé e do Patrocínio, foram construídas no século XIX, e
nelas rezaram João Francisco de Oliveira, Maria Isabel de Paiva Oliveira, Manoel
 de Oliveira Paiva, e outros familiares, dentre eles, meu pai, (Foto: Arquivo Nirez)
Praça José de Alencar, em foto do anos 1960. No lugar da bela 
edificação da Fênix Caixeiral, vê-se o  espigão do INNS.
Quanta beleza, foi destruída...só a Igreja, permanece, nesta ótica...
Do lado oposto, em frente à igreja, está o Theatro José de Alencar.
Padre Bartolomeu Taddei, que introduziu
o "Apostolado da Oração" no Ceará, com outros
padres jesuítas italianos.´(foto: google)

As notas que hora redijo, já na tarde da vida, destinadas a colocar o nome de Manoel de Oliveira Paiva no exato ambiente de sua curta existência, graças à tradição dos nossos avós, transmitida durante a convivência de quase 56 anos, com sua irmã e minha mãe, Rosa de Oliveira Paiva, e minha irmã, Maria Carmelita, muitas vezes não podem encontrar uma correspondência certa do ano em que tal e tal fato ocorreu. Não tenho em mãos o acervo de documentos impressos do tempo, afim de poder estabelecer a curva precisa do incidente narrado. É êste, pois, um arcabouço que, se não me faltarem vida e ânimo, terei que encher e colorir.


Morto meu avô, português que, ao trabalho e à honestidade, alinhava lampêjos constantes de gênio criador, minha avó fora forçada, de um dia para outro, a procurar novo abrigo para si, oito  filhos pequenos, mais a dependência de escravos, restos de uma abastança partilhada entre ela e as enteadas. Os dois filhos do sexo masculino, João e Manoel, eram ainda quase crianças, pois o autor de "Dona Guidinha do Poço" nascera a 12 de julho de 1861. Foram residir quase em frente à Matriz do Patrocínio, se assim se denominava nêsse tempo a Paróquia, numa das antigas casas de beira e bica, no começo do primeiro quarteirão do lado da Rua 24 de Maio. Auxiliava-a um pouco o irmão cel. Antônio Pereira de Brito Paiva, que se metera na Política e era Tesoureiro Provincial.


Sob a influência de João Francisco de Oliveira, já as senhoras de minha família iam-se se tornando devotas . Para isso tinha muito contribuído a vinda do Pe. Antônio Onoratti, célebre jesuíta, que chegara ao Brasil, em companhia do Pe. Bartolomeu Taddei, o Apóstolo da Devoção ao Coração de Jesus,, em nossa Pátria, a 13 de de novembro de 1865. O Pe. Onoratti trabalhava , depois de Itú, no Colégio d S. Francisco Xavier, no Recife, teatro de dolorosas cenas a 14 de Maio de 1873, quando da Questão Religiosa que plasmou a alma desse nosso santo brasileiro, Dom Frei Vital. Como diz o biógrafo de Padre Taddei, ao chegarem a Itú, de cujo Colégio de S. Luiz, então fundado, tinha sido o primeiro Reitor, começaram os padres a combater o Protestantismo e o Jansenismo  de muitos católicos, os quais, tendo sido instruídos por sacerdotes jansenistas, admitiam um rigorismo abominável, tornado difíceis ou impossíveis a Confissão, a Comunhão, o Jejum ou outros atos religiosos. Com a introdução  do "Apostolado da Oração", prodigamente denominado "Associação do Coração de Jesus", no Ceará,onde missionou, com os Padres Taddei, Sottovia e outros, por várias Províncias, conseguiu o futuro autor de o "Crisóstomo Português", incrementar em Fortaleza o movimento religioso.
(Por J. Paiva)
...continua...

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NOTAS:
1- Com o sub título, "Contingências  e sentimentos da família", teremos mais os capítulos IV e V.
2- As fotos que ilustram as postagens, são para que o leitor, de certa forma, se "ambiente" no cenário e  em que viveram o autor da biografia e o biografado, ainda que em épocas diferentes. A Igreja de N. Senhora do Patrocínio, é a mesma...até hoje...

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Em uma semana, estarei de volta. Um abraço!





quinta-feira, 19 de abril de 2012

O NORDESTE SEGUNDA-FEIRA, 28 DE ABRIL DE 1952

MANOEL DE OLIVEIRA PAIVA (I)
Sua origem materna                                   J. Paiva      
Antigo Engenho Tamatanduba, Rio Grande do Norte,
onde nasceu Maria Isabel de Castro Paiva, que viria a se casar,
  em Fortaleza, com o português, da Ilha de São Miguel dos Açores,
João Francisco de Oliveira, e seriam pais de Manoel de Oliveira Paiva.
(Imagem registrada por Lúcia Paiva, em viagem de pesquisa - 2007)
Ainda no tempo em que tomei conhecimento de minha existência, sobretudo num ambiente de íntima e piedosa veneração pelo passado de nossa família, a casa como que retratava, nos móveis antigos, nas fotografias com indumentárias de casa e saia-balão, numa porção de cartas, numa coleção de estampas religiosas, num enorme oratório cheio de imagens portuguesas, emvários pequenos objetos significativos para a caracterização de pessoas e fatos que, umas e outras,  ficaram para trás, uma visão de saudoso mergulho mental nessa época, que o meu espírito romântico não chegara a alcançar. Ao vir ao mundo, a 7 de novembro de 1895, já ia fugindo, talvez com medo do Progresso, uma fase doméstica que um dia seria preciso pôr à luz do sol, se alguns vultos dos nossos, nimbado de glória, a isso forçasse a um dos membros mais tocado pelo amor à sua gente. E chegou, afinal esse dia, e dessa doce incumbência a Divina Providência me incumbiu. É que, julgando-me bem dizer sozinho no extremo desse rio do passado, confesso que aprendi a sempre venerar, a amar, a adorar o que foi e continua a ser digno, nesse culto da Grande Família, de cuja decadência morre a nossa Civilização.

Já se foram, em 1950 e 1951, minhas inesquecíveis irmã e mãe, descansar de uma vida, de mim quase de todo participada, de privações e provações, porém cheia de tristes mas consoladoras reminiscência, sempre conservadas pelo zelo e honradas pela imitação de virtudes que alguns dos parentes praticaram em grau não comum. Depois da morte de meu pai, entre meus nove e dez anos de idade, minha saudosa mãe nos tomara, a mim e minha irmã, seus dois únicos filhos, confidentes da séries de episódios de família a que assistira, ou que os nossos avós lhe haviam narrado. Agora, no momento em que meu tio, seu irmão, falecido a 29 de setembro de 1892, há quase sessenta anos, com a impressão de um dos seus romances, que ao morrer já terminara fazia alguns meses, ainda inédito por uma esquisita sorte, veio levantar, com o crime dessa tão viva "Dona Guidinha do Poço" pela mão invisível de seu gênio de artista, a cortina que ocultava, sob os originais guardados religiosamente por Américo Facó e Antônio Sales, a paisagem tão clara e pinturesca, tão cheia de enredo e interesse, do Ceará da segunda metade do século passado, é tempo de cumprirmos um antigo desejo, que é sagrado dever.

A força de nos contar certo lance de tragédia na minha família, a mamãe, (Rosa de Oliveira Paiva) cuja figura ainda antevejo em minha tia, (Luiza de Oliveira Paiva) tornara a lição bem sabida pelos dois filhos, eu e minha irmã, Maria Carmelita de Oliveira Paiva. Não era escrito mas narrado de viva voz; e, contudo, exibindo-o dentro de minha memória, não tenho vontade de preferir-lhe um film desses que servem mais à indústria que à Verdade, à Beleza e ao Bem no seu sentido integral, que é a dignidade humana.

No fundo de um dos grandes baús da casa, a mamãe nos mostrava de quando em quando, nos dias longos em que costurava tendo-nos ao seu lado, ou nas noites, no sossego da sala de jantar, uma pedra mármore que depois de cinqüenta anos que a observo, ainda contemplo, com lágrimas nos olhos d'alma, com a inscrição: "Vicente Ferreira de Paiva - assassinado no dia 3 de fevereiro de 1842 - 24 de agosto de 1872 - J.J.P " - Que era isso?

Vicente Ferreira de Paiva, avô materno de Manoel de Oliveira Paiva, e meu avô paterno e bisavô materno, fora morto de emboscada em Pedra de Fogo, província de Pernambuco, naquele remoto 1842. Saíra do engenho Tamatanduba, Rio Grande do Norte, o qual em várias biografias de nossa parentela, aparece no Dicionário Bio-bibliográfico, do Barão de Studart, como propriedade de Bernardo Freire de Castro. Ali, digamos de passagem, tiveram formação ou encontro, os Freire, os Brito, os Araújo,, os Ferreira, os Paiva, os Câmara, os Sidrim, os Queirós, os Bandeira de Melo, os Albuquerque de Barros, os Bizerril, os Bizarrias, que sei mais? Cito sem ordem, sem uma ligação entre si, que em parte já foi estudada em alguma pesquisa genealógica, ninho esse que deve ter sido de alianças que entrelaçaram inúmeras famílias do Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco, do Ceará e talvez de mais distantes Províncias, pois ali poderemos encontrar uma das caudais do nosso povoamento. Também desejaria bem conhecer a trama desse crime atribuído ao célebre André de Cunhaú, numa fase de lutas de partidos em que as próprias famílias se digladiavam sem piedade, e as vítimas se sucediam fatalmente.

Esse assassino muito fez sofrer minha avó e bisavó, a Madrinha, como se chamava em casa e que, ainda criança, vi morrer docemente, depois de me ter ensinado a rezar. Indo a negócios a Recife, desprezando avisos da família e dos amigos, alegando na sua reta consciência, que "quem não deve não teme", fora perder a vida montado a cavalo muito adiante dos seus comboieiros, aos quais precedera para observar corajosamente perigosas entradas pelos sertões. A um seu genro, quase pelo mesmo tempo, acontecera o mesmo, tendo descendido de sua filha, Maria Benvinda, o médico cearense Antônio Ambrósio Carneiro, pai do doutor Araken Carneiro.

De Vicente Ferreira de Paiva, casado pela primeira vez com Maria Rita do Amor Divino, descende o cel. Antônio Pereira de Brito Paiva, pai do Marechal Vicente Osório de Paiva e do Desembargador Joaquim Olímpio de Paiva. Casado pela segunda vez com Ana Joaquina de Castro, filha de Gonçalo Gomes de Castro e Maria Rita de Revorêdo, um de seus filhos foi meu pai, José Joaquim de Paiva; e também Maria Isabel, que teria de ser mãe do irrequieto mas martirizado Manoel de Oliveira Paiva, e minha querida avó materna, sobre cuja figura encanecida, que desapareceu há mais de 45 anos, ainda paira no meu espírito, por santa que era...

Aquela lousa sepulcral, trinta anos depois da morte trágica do meu avô, gravada por meu outro tio materno, João de Oliveira Paiva (que ingressou como artista que era na Padaria Espiritual , fundada a 30 de maio de 1892, quando o tio Manoel se aproximava de sua edificante morte a 29 de setembro do mesmo ano), isso há quase 80 anos, ainda nítida como se fora recentemente, o papai tinha ido levá-la ao túmulo de meu avô, em Pedra de Fogo (depois de ter corrido o Brasil até o Rio de Janeiro, onde vivera vários anos) como preito de saudade de toda a família, tendo porém desistido da viagem porque, em curto tempo, aquele trágico acontecimento tivera ressonância aqui mesmo no Ceará, onde tinham vindo residir, também seus irmãos por parte de pai, Miguel Pereira Paiva, casado na família Barroso, e Antônio Pereira de Brito Paiva, o terrível "Velho Paiva", pai do Marechal e do Desembargador, eminente vulto político que vi morrer a 22 de janeiro de 1901. Os amigos de meu pai temiam uma revindita.

Esse crime de Pedra de Fogo, obrigando minha avó e bisavó, parece-me que em 1845, como se apressada pela seca, a residir em Fortaleza, afastando-se dos sertões dos Inhamuns, mudou o destino da minha família, como que preparando, de modo indireto, o gênio e a celebridade do tio Manoel de Oliveira Paiva e do meu primo Alberto Nepomuceno. Artistas, um das letras e outro da música, vazado ao molde de homem completo que foi o português e açoriano de São Miguel, a quem João Brígido chamou um dia de "Mestre de todo o ofício", como veremos pela origem paterna, no capítulo seguinte...
(Por J. Paiva)


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NOTAS: 
1- Escrevi na íntegra, esse primeiro capítulo da biografia de Manoel de Oliveira Paiva, da mesma forma  que J. Paiva (José Joaquim de Oliveira Paiva - meu pai ) fez publicar no jornal "O NORDESTE", na Segunda-Feira do dia 28 de Abril de 1952.

2- Quem me acompanha, neste blog, desde o mês de agosto de 2011, deve ter percebido que, muitos dos fatos que eu narrei na série SAGA DE UMA FAMÍLIA encontra-se nessa biografia, por ter sido esta a "fonte" principal, para aquelas publicações. É 
importante dizer que, na altura em que meu pai escreveu essa biografia, publicada em jornal, ele ainda não havia recebido a carta do eminente historiador/pesquisador LUIS DA CÂMARA CASCUDO, que muito viria esclarecer sobre a localização geográfica do ENGENHO TAMATANDUBA.

3-Nessa biografia, meu pai se refere à cidade Pedra de Fogo, onde Vicente Ferreira de Paiva foi assassinado. Na verdade, o nome correto é Pedras de Fogo. Este nome foi esclarecido quando, em 2007 fui, com meu marido ao antigo Engenho Tamatanduba, no Rio Grande do Norte, para a pesquisa sobre meus ascendentes que, de lá, após o assassinato de meu bisavô,Vicente Ferreira de Paiva, emigraram para o Ceará.


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Voltarei, na próxima semana, com: MANOEL DE OLIVEIRA PAIVA (II)  - Sua origem paterna.   _Meu abraço, forte!









quarta-feira, 11 de abril de 2012

UMA BIOGRAFIA, À LUZ DAS RECORDAÇÕES DA FAMÍLIA...


Manoel de Oliveira Paiva (1861-1892)
À sua esquerda, Manoel de Oliveira Paiva, ao
 lado do amigo Antônio Martins, seu  companheiro
de lutas políticas e literárias. (Foto: arquivo de família)
Muito tenho dito aqui, sobre Manoel de Oliveira, Paiva, meu tio-avô paterno, irmão de minha avó Rosa e sobrinho de meu avô, José Joaquim, que era tio da minha avozinha Rosa, também, claro!
Quando trouxe à essas páginas, os capítulos de "SAGA DE UMA FAMÍLIA", em 2011, algumas vezes citei Manoel. Nas postagens do último mês de março, anterior à última, trouxe um pouco da obra desse cearense bravo que teve vida tão breve, mas tão "rica", em suas produções literárias: dois romances, dezenas de contos e muitas poesias. 
Além do seu engajamento, nas lutas sociais de seu estado natal, o Ceará.
Dizia eu também, em algum momento, que meu pai, que "venerava" a figura do tio, falecido antes de seu nascimento, o que só viria a ocorrer em 1895 (Manoel, falecera em 1892), escrevera e publicara em jornal de Fortaleza, "O Nordeste", uma biografia que, segundo ele,  fora elaborada "à luz das recordações da família".
Dizia eu, também aqui, que o primeiro romance  de Manoel de Oliveira Paiva, "Dona Guidinha do Poço"  só foi publicado 60 anos depois de sua morte, por obra de um  "acaso". No prefácio do livro, publicado pela Editora Saraiva, em 1962, a escritora Lúcia Miguel Pereira relata todo o "enredo", do tal feliz acaso...

Pois bem. Tenho a cópia da biografia feita por meu pai, cuja esperança em publicar em livro eu "nutria" . No entanto, dada as dificuldades em fazê-lo, decidi, agora, publicá-la neste espaço virtual. Tal decisão, se deve ao fato de, essa biografia já está completando, neste ano, exatamente 60 anos, que foi escrita e publicada, em capítulos, no jornal "O Nordeste". O mesmo espaço de tempo que levou o primeiro romance de Oliveira Paiva para ser publicado em livro. Sabe-se que, um outro romance do autor, "A Afilhada" havia saído publicado em folhetim, em 1891, pouco antes de sua prematura morte.
A biografia, escrita por J. Paiva (José Joaquim de Oliveira Paiva, 1895- 1977), meu pai, foi publicada em 25 capítulos, em dias alternados, iniciando-se no dia 28 de abril de 1952 e concluindo-se a 24 de julho do mesmo ano.
Um fato interessante, é que em 1962, ano do centenário de nascimento de Manoel de Oliveira Paiva, ocorreram várias homenagens à sua memória, em Fortaleza, tendo sido inaugurada uma grande avenida com o nome de "Av. Oliveira Paiva" ..Naquele mesmo ano, um crítico literário, Braga Montenegro, viera à nossa casa, pedir emprestado, ao meu pai, os originais que ele guardara em seus arquivos, dos exemplares do jornal "O Nordeste"...Ele emprestou mas, nunca mais os obteve de volta. Assim, para recuperar esses jornais fomos, dois irmãos meus, comigo, fazer intensas buscas nos arquivos e bibliotecas da cidade. No entanto, na maioria das vezes, os jornais, pelo tempo transcorrido, estavam deteriorados, tornado-se quase impossível a leitura completa. Após muitas pesquisas, utilizando fotografia digital, conseguimos reunir todos os capítulos... 
Publicar a biografia de Manoel de Oliveira, agora, é uma questão de "honra", de minha parte, para realizar um desejo de meu pai, autor da mesma, 35 anos após a sua morte, aos 82 anos de idade. É, também, um dever para com os cearenses, compartilhando assim, com os nossos conterrâneos, uma narrativa de um perfil desconhecido pelo leitor de Oliveira Paiva, haja visto que, até então, as biografias publicadas narram fatos semelhantes entre si, diferente dessa, que brotou ..."à luz das recordações da família".


!!!!!!!!!!!!

Voltarei, com a biografia de Manoel de Oliveira Paiva I ... Sua origem materna...    Um abraço!