...MAS EU "VIM" DE CABRIOLÉ !!!
Há dias, lendo uma postagem (de 01/11/11) no blog Fortaleza em Fotos e Fatos, da Fátima Garcia, sobre Cabriolet, veio-me a inspiração de usar essa imagem para comemorar a ultrapassagem, deste blog, Da Cadeirinha de Arruar, de sua 50ª postagem, dos mais de 160 seguidores e dos mais de 20 mil acessos, considerando os 9 meses transcorridos: do mês de fevereiro ao mês de novembro, equivalente a uma... GESTAÇÃO HUMANA...
Este resultado, em números, devo a todos os que me prestigiam com suas visitas e comentários sempre tão carinhosos, carregados de amizade...
Meus agradecimentos sinceros, a todos, bem do fundo do meu coração.
Amigos, marcando este "tento", hoje publicarei um outro poema de meu irmão, José Maria (B.dePaiva) : BALADA DO ANIVERSÁRIO DE LÚCIA. Esse poema não foi feito para mim, mas, lembro-me bem de que, quando o livro PALAVRAS E COISAS , no qual está inserido esse poema, chegou às minhas mão, em 1958, sentí-me homenageada pelo mano...("...ela que tem o nome de minha irmã caçula e como todas as lúcias...(...)....". Este poema, fora dedicado à sua amiga Lúcia... minha homônima...!
Adolescente, eu, com 16 anos em 1958, "roubara", para mim, aquela dedicatória...
O POEMA...
BALADA DO ANIVERSÁRIO DE LÚCIA
(para Lúcia)
... ela a dos olhos pequenos e simples
... ela a dos cabelos louros e medievais
... ela que vive realista os poemas antigos e
[as músicas clássicas.
... ela lúcia, com letra minúscula, que possue
alma maiúscula e mãos de outono.
... ela que tem o nome de minha irmã
caçula e como tôdas as lúcias do
mundo tem intelectual firmeza no
falar e singela lembranças dos anjos
de Miguel Ângelo;
no dia de hoje, décimo quarto do
penúltimo mês, reunidos no tempo e no
ex-tempo, eu quero-te fazer um poe-
ma moderno;
mas que tenho eu para te encomendar um
poema? Nada, a não ser eu próprio, sem
música
e sem lágrimas...
então façamos a receita dos versos...
para que tu encontres um futuro feliz
partindo deste aniversário para o
amanhã, e do amanhã voltando
para o ontem, o que seria preciso?
bem... tiremos do vigésimo século um
"blue" que não tenha a incompetência
dos americanos brancos, mas dos negros
tenha uma melancolia que não seja
dor, mas paz...
roubemos, de repente, o perfume mais
alvo da primavera...
e todas as côres dos mais belos "pôr de
[sol" da vida...
e a graça da luz - andando gorda e de
prata - vestida de lua do céu....
e o bordado mais brilhante que as ondas
desenham nas praias...
e a pureza da flor mais bonita do
campo, da mais inocente, daquela
que as abelhas só encontram em
noite de Natal.
e finalmente, que uma canção de ninar
de Brahms se aproxime de ti, no teu dia
mais gláuco, cantada em cores e sons, por
revoadas de anjos (de menos de um mi-
nuto)
e te embale boa e calma, através
de todas as constelações do Universo,
e que Deus, quase dormindo (de velhinho)
Te abençôe por todos os séculos dos sé-
culos. Amém.
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NOTAS:
1- Mantive a ortografia e a configuração originais do poema, na época: 1958...
2- A releitura desse poema, hoje, trouxe-me um importante conforto, como se o mesmo tivesse sido feito bem recentemente e direcionado a mim...na quase totalidade das palavras alí contidas...
Assim, o sentí !!
3- Coincidentemente, hoje é o dia "décimo quarto do penúltimo mês"...dia do aniversário da "outra" Lúcia ...que eu nunca conheci...
Veio-me a curiosidade de perguntar, ao meu irmão poeta, qualquer dia desses, se ele conhece o "paradeiro" da minha homônima...
4- Quero registrar, aqui, meus sentimentos de imensa gratidão, pelo generoso apoio dos meus queridos amigos, que vieram me trazer alento com palavras de carinho e prova de amizade, em seus comentários, quando incluí, na postagem anterior, o comunicado da "partida" de meu marido, companheiro em mais de três décadas...
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Estou indo, amigos.....mas eu volto.Um abraço!