"Dona Guidinha" no quadro da época
J. Paiva
Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bebiano
Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael
Gonzaga ( 1825-1891) - Dom Pedro II - ""O Magnânimo" !
Segundo Imperador do Brasil. Reinado: 7 de abril de 1831 a
15 de Novembro de 1889. Nesta foto, com 44 anos de idade
em seu uniforme de Almirante.(Wikipédia).
Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael
Gonzaga ( 1825-1891) - Dom Pedro II - ""O Magnânimo" !
Segundo Imperador do Brasil. Reinado: 7 de abril de 1831 a
15 de Novembro de 1889. Nesta foto, com 44 anos de idade
em seu uniforme de Almirante.(Wikipédia).
Última foto da Família Imperial, no Brasil - 1889.
Foto tirada na residência de Petrópolis-Rio de Janeiro
(Wikipédia)
Primeira edificação da Casa da Moeda. Hoje, abrigando o
Arquivo Nacional, na cidade do Rio de Janeiro (Wikipédia)
"A Deusa República vinha de fora, importada da França, com
seu barrete frígio" (citação de J. Paiva). Imagem: A Liberdade
guiando o Povo, de Eugène Delacroix. (Wikipédia).
João Alfredo foi, também, Presidente do Conselho
de Ministros , no segundo reinado. .(Wikipédia).
Francisco de Paula Rodrigues Alves (1848-1819).
Foi do Conselho de Ministro. Presidente do Brasil, de
1902 a 1906. (Wikipédia)
Afonso Augusto Moreira Pena(1847-1909).Conselheiro
no reinado de Dom Pedro II. Tornou-se o 6º Presidente do
Brasil ,de 1906 a 1909, quando faleceu. (Wikipédia).
Foto tirada no dia da Proclamação da República, em 15 de
Novembro de 1889, com oficiais do Colégio Militar do Rio de
Janeiro, onde estudara Manoel de Oliveira Paiva, na década anterior.
(Foto: site Novo Milênio)
Foto tirada na residência de Petrópolis-Rio de Janeiro
(Wikipédia)
Primeira edificação da Casa da Moeda. Hoje, abrigando o
Arquivo Nacional, na cidade do Rio de Janeiro (Wikipédia)
"A Deusa República vinha de fora, importada da França, com
seu barrete frígio" (citação de J. Paiva). Imagem: A Liberdade
guiando o Povo, de Eugène Delacroix. (Wikipédia).
Rio Branco, Visconde do Rio Branco, José
Maria da Silva Paranhos(1819-1880). 1º Presidente do
Conselho de Ministros, no reinado de Dom Pedro II.(Wikipédia).
João Alfredo Correia de Oliveira (1835-1915)João Alfredo foi, também, Presidente do Conselho
de Ministros , no segundo reinado. .(Wikipédia).
Francisco de Paula Rodrigues Alves (1848-1819).
Foi do Conselho de Ministro. Presidente do Brasil, de
1902 a 1906. (Wikipédia)
Afonso Augusto Moreira Pena(1847-1909).Conselheiro
no reinado de Dom Pedro II. Tornou-se o 6º Presidente do
Brasil ,de 1906 a 1909, quando faleceu. (Wikipédia).
Foto tirada no dia da Proclamação da República, em 15 de
Novembro de 1889, com oficiais do Colégio Militar do Rio de
Janeiro, onde estudara Manoel de Oliveira Paiva, na década anterior.
(Foto: site Novo Milênio)
Manoel de Oliveira Paiva (1861-1892), em seu
seu uniforme de Cadete da Escola Militar do Rio
de Janeiro, depois de deixar o Seminário do Crato,
no interior do Ceará. (Arquivo da Lúcia).
Podemos afirmar que Oliveira Paiva jamais procurou glória literária, antes foi jornalista, poeta e romancista, sem vaidade nem ambição, por pendor inato de Artista; mas que devia ter guardado em seu espírito, ainda tão jovem e contudo tão atribulado pelo desânimo provocado pela doença, um desassossêgo causado pelo abandono tempestuoso do Seminário do Crato, episódio que vamos narrar no Capítulo seguinte, mas que não é conhecido não só nas suas minudências como talvez nas suas linhas mais simples, pois é pela primeira vez que vai narrado como realmente se deu, visto não ter sido um fato comum porém um gesto de altivez que no entanto alterou seu caminho para o futuro, daí em diante sem rumo certo. Vamos pois, narrar agora esse incidente que sempre ecoou no nosso espírito como um brado de revolta, um assomo de talvez mal compreendida dignidade, sem a prévia intenção de desobediência e insubmissão, no que se introduziu uma tendência impulsiva da família para soluções violentas, para antes quebrar que torcer...
Mas completemos o quadro da época do romance, na parte política e social. As lutas entre os dois partidos, conservador e liberal, as quais já vinham perdendo o caráter apaixonado que ainda havia pouco se demonstrava pelo derramamento de sangue, para se tornarem medíocres, interesseiras e como que caducas já para velhice do magnânimo Dom Pedro II e do glorioso Império, que temos nós, com mais de 62 anos de República, a lhes antepor?
Governa-se melhor hoje com tantos partidos sem seguras diretrizes que amparem a Nação, as Classes Conservadoras e os Trabalhadores?
Quando Manoel de Oliveira Paiva escreveu o seu romance, em 1891, supõe-se, as efigies dos soberanos que haviam dado substância própria à alma brasileira, que criaram sua configuração moral, sua personalidade internacional admirada pelas grandes Potências, a Casa da Moeda fê-las substituir por um ente feminino fictício. A deusa República vinha de fóra, importada da França com o seu barrete frígio. Porém o Império, que se constituíra sobre uma sociedade colonial que quase não precisou modificar-se, felizmente, quando deixámos de ser portugueses para nos tornarmos brasileiros, apesar dêsse jôgo quase infantil entre conservadores e liberais nos deu as imensas e indeléveis figuras de estadistas educados por êsses mesmos partidos, a quem Dom Pedro II honrou com a Nobreza ou o título de Conselheiros do Império, de cuja cultura, clarividênia e honestidade a República teve que se servir como seus tutores: Rio Branco, João Alfredo, Rodrigues Alves, Afonso Pena, etc. etc.
Naquela sociedade de famílias opulentas, com suas fazendas e seus escravos, Manoel de Oliveira Paiva, em meio à palavra e ao mobiliário,, apontou-nos, há 60 anos para mais, senhoras laboriosas e magnânimas como essa Dona Guidinha do Poço da Moita, cujo duplo crime, que não era próprio de nossa gente, precisou ser moldado em romances de Civilizações decadentes, Oliveira Paiva, na crítica mordaz da política do Império, influenciada pelas mulheres aos pequenos burgos, vivia sob o encantamento do sol de 1889.
Hoje, lendo-o, voltamo-nos para o tempo que êle tinha muito mais perto de si, e que evocou na ficção, lamentando sua morte tão precoce, que privou a literatura nacional de levar avante essa escóla que êle começára a criar...
Assim, antes de passar adiante, julgando ter colocado o romance de Manoel de Oliveira Paiva no quadro sócio-político-religioso de 1850, dando-se essa data como ponto central.
Por J. Paiva
...continua...
Mas completemos o quadro da época do romance, na parte política e social. As lutas entre os dois partidos, conservador e liberal, as quais já vinham perdendo o caráter apaixonado que ainda havia pouco se demonstrava pelo derramamento de sangue, para se tornarem medíocres, interesseiras e como que caducas já para velhice do magnânimo Dom Pedro II e do glorioso Império, que temos nós, com mais de 62 anos de República, a lhes antepor?
Governa-se melhor hoje com tantos partidos sem seguras diretrizes que amparem a Nação, as Classes Conservadoras e os Trabalhadores?
Quando Manoel de Oliveira Paiva escreveu o seu romance, em 1891, supõe-se, as efigies dos soberanos que haviam dado substância própria à alma brasileira, que criaram sua configuração moral, sua personalidade internacional admirada pelas grandes Potências, a Casa da Moeda fê-las substituir por um ente feminino fictício. A deusa República vinha de fóra, importada da França com o seu barrete frígio. Porém o Império, que se constituíra sobre uma sociedade colonial que quase não precisou modificar-se, felizmente, quando deixámos de ser portugueses para nos tornarmos brasileiros, apesar dêsse jôgo quase infantil entre conservadores e liberais nos deu as imensas e indeléveis figuras de estadistas educados por êsses mesmos partidos, a quem Dom Pedro II honrou com a Nobreza ou o título de Conselheiros do Império, de cuja cultura, clarividênia e honestidade a República teve que se servir como seus tutores: Rio Branco, João Alfredo, Rodrigues Alves, Afonso Pena, etc. etc.
Naquela sociedade de famílias opulentas, com suas fazendas e seus escravos, Manoel de Oliveira Paiva, em meio à palavra e ao mobiliário,, apontou-nos, há 60 anos para mais, senhoras laboriosas e magnânimas como essa Dona Guidinha do Poço da Moita, cujo duplo crime, que não era próprio de nossa gente, precisou ser moldado em romances de Civilizações decadentes, Oliveira Paiva, na crítica mordaz da política do Império, influenciada pelas mulheres aos pequenos burgos, vivia sob o encantamento do sol de 1889.
Hoje, lendo-o, voltamo-nos para o tempo que êle tinha muito mais perto de si, e que evocou na ficção, lamentando sua morte tão precoce, que privou a literatura nacional de levar avante essa escóla que êle começára a criar...
Assim, antes de passar adiante, julgando ter colocado o romance de Manoel de Oliveira Paiva no quadro sócio-político-religioso de 1850, dando-se essa data como ponto central.
Por J. Paiva
...continua...
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NOTAS:
1- Como nos capítulos anteriores, a transcrição do texto biográfico de J. Paiva está, ortograficamente, conforme o original que foi publicado no jornal O NORDESTE, de Fortaleza, em 1952;
2- As fotos com legendas, que antecedem ao texto biográfico, têm o intuito de oferecer ao leitor personagens, locais e/ou fatos, citados pelo autor, em seu texto;
3- O Capítulo IX , o próximo, tem, como sub-título, "No Seminário do Crato" .
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Até a próxima semana............Um abraço!