quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O NORDESTE, SÁBADO, 5 DE JULHO DE 1952

MANOEL DE OLIVEIRA PAIVA (XIX)
O poeta da abolição
J. Paiva
A bela Fortaleza d'outrora....
.....que tinha, até, em pleno centro da cidade, um cajueiro "botador"...
....mágicos jardins, igrejas, cata-ventos, chafarizes, coretos....
....e que, da beira- mar, se avistava o longe...a se perder no horizonte...
Com a seca de 1877, "teve uma indigestão de peste e de pobreza"..
Não muito distante, em Messejana, muitos iam refazer suas forças...
(Imagens do google e arquivo nirez).
"Pormenor do mapa da costa do Ceará de 1629 (Albanez), no qual
se destaca a área de Mesejana" (aldeia dos índios Potyguaras).
Etmologicamente o toponímio Messejana originou-se do árabe masjana,
que significa prisão ou cárcere. O nome não tem origem indígena, como
muitos pensam, pois foi inspirado no nome da já existente vila de Messejana,
no conselho de Aljustrel, em Portugal. (Fonte: Wikipédia)



Em 1883, isto é, no mesmo ano em que para cá regressara, publicou o conto "Zabelinha ou a Tacha Maldita". Era o homem original em tudo, que intitulou seu curto prefácio com um estranho "Escutem...", e terminou com um "Até outra", como se tudo lhe fosse impulso do coração, aguilhoado em luta ingente pelo ideal, assim como, oito anos mais tarde, teria que começar o romance "Dona Guidinha do Poço" com um desabusado "De primeiro..." acompanhando a ignorância tão somente livresca do nosso povo, que ele tanto amava quando modelou seus tipos com o barro que bem conhecia...

"Isabel era um poema escrito em papel de embrulho", que viera, pertencendo à nobreza do sertão, quando

   "Outrora esta  cidade, a bela Fortaleza,
    Teve uma indigestão de peste e de pobreza:
    Os lindos arrebaldes eram campo enorme
    Coberto de barracas de homens semi-nús."

Parece-nos, afora a peste, que a "loura desposada do sol" não mudou muito de 1877 para 1951, a seca do ano passado, até mesmo 1952. Dona Mariana, sua enfatuada avó que se dizia: "sou pobre e miserável, mas hei de honrar os meus", queria que ela casasse com o Chiquinho, pobre libertino, filho de Dona Marciana, "de olhos encovados pela vigília, olhar cínico, faces pardacentas", que disto tudo "ia se refazer em Messejana" pois era sabido

     "Que fôra para a Europa, inda menino,
       Aprender a riscar na pedra o giz
       Nas grandes faculdades de Pariz.
       Aprendera, porém uma outra cousa
       Que costuma levar o moço à lousa
       Não deixa de saber engenharias  
                      Quem conhece o champagne
                      Muito embóra o que ganhe
       Ponha a juro no jôgo e nas orgias"

Acontece que Dona Marciana, mãe do indesejável tipo, era a madrinha de Izabel, neta da aristocrática Dona Mariana; mas João, um marceneiro que,

       " Filho da raça cruzada
         De branco, negro e tupi,
         Tinha a pele bronzeada,
         Não era filho daqui", 

pretendia a mão de Izabel, que ao seu amor correspondia. Numa palestra que, pela convivência em casa da madrinha, tem com o esquálido e corroido Chiquinho, a um atrevimento deste, joga-o ao chão com rija bofetada, como se fora uma múmia. Com o tempo faz o casamento, e só depois é que souberam que o "mulato João, marido de Izabel...fugiu do cativeiro", o que a altiva avó considerava pior cousa que matar roubar e ferir...Mas,

        "Ao homem forte, ao rijo coração,
         As cousas tendem incessantemente,
         Obedecendo a um centro de atração.

         Assim,o pardo João vive contente:
         Ele e Iza, um ser só, um coração,
         Mas - sustentando a velha - finalmete."
Por J. Paiva
...continua...


*******
NOTAS: 
1- Mantive a ortografia original, do texto biográfico escrito por J. Paiva, quando de sua publicação em 1952, no jornal O NORDESTE, de Fortaleza;

2- Desde o primeiro capítulo, tenho antecipado, à digitação do texto, imagens e legendas relacionadas à narrativa da biografia de Manoel de Oliveira Paiva, escrita por José Joaquim de Oliveira Paiva (J. Paiva), sobrinho do biografado e meu pai,
com a intenção de trazer o leitor o mais próximo possível dos fatos e da época em que tudo se desenrolou;

3- O próximo capítulo, ainda tem como sub-título "O poeta da abolição", para em seguida, nos capítulos XXI, XXII e XXIII, surgir um outro : "O assalto das ideias"...Não perca!!!

*******

Em uma semana estarei de volta ...Um abraço!




58 comentários:

  1. O QUE DIZER !
    obrigada.
    bem semana que vem eu volto.PARABENS.
    me estacionei, aqui.
    fique bem,beijocas.
    apareça para se encantar não com bela literatura,
    mas com belas imagens escolhidas com muito CARINHO.

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    1. Obrigada, Adriana,
      venha sim, pra semana, eu a espero...
      Com certeza, ire me encantar com as suas belas imagens.
      Beijo, com carinho,
      da Lúcia

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  2. Fotos lindas, história, até o cajueiro botador... Gosto e admiro teu trabalho e imagino o quanto de pesquisa...beijos,lindo fds!chica

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    1. Procure saber mais, sobre o "cajueiro botador" de Fortaleza, digite assim mesmo, no google...(é bem interessante, chica).
      Obrigada, beijos!

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  3. QUE FOTOS LINDAS E QUANTOS ENSINAMENTOS MARAVILHOSO, CARA LÚCIA!!
    DESEJO-TE UM LINDO FINAL DE SEMANA!
    ABRAÇÃO...

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    1. Querida DONA GAM, agradeço sua vinda e comentário.
      Um feliz fim de semana, com meu abraço...

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  4. Oi, Lúcia! Desculpe minha ignorância, mas eu ia mesmo perguntar o que era um "botador". Depois de ler o comentário da Chica, estou pensando que seja algum tipo de cajueiro. É isso? Gostei muito da postagem e dos poemas. Beijos!

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    1. O cearense é que não pode ignorar a interessante história (um tanto lendária) do "cajueiro botador",
      É que o tal cajueiro dava (botava, em "cearensês")frutos o ano todo. Além de, embaixo deles, ficarem homens ilustres a contar mentiras, no dia 1º de abril. Busque no google,e clique no Portal da Historia do Ceará, que tem fotos antigas.
      Obrigada, por vir sempre. Beijos!

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  5. Excelentes fotos e boas lições de história:)!
    Bjo

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    1. Gosto, que goste, Lins!
      Beijo, escrivinhador poeta (dos muito bons)...

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  6. Oi,Lúcia...que bom estar de volta.Fotos lindas de um tempo antigo...lembrei-me de Iracema "verdes mares bravios de minha terra natal" (estou certa?- José de Alencar?) O texto poético de Manoel Paiva me impressiona sempre pela acuídade social,a visão sociológica de se reveste. Deixo-lhe um abraço afetuoso.

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    1. Venho todos os dias, à Cadeirinha, responder aos meus queridos leitores. As postagens é que tenho feito semanalmente, para ter tempo de "coletar" e selecionar as imagens.
      Você está certíssima, quanto à Iracema, de Aencar.
      Vou apenas complementar a estrofe:

      "Verdes mares bravios da minha terra natal,
      onde canta a jandaia, nas frondes da carnaúba
      com líquido de esmeralda, aos raios do sol nascente
      prolongando as alvas praias, ensolaradas de coqueirais.
      ........
      -Bem vindo o estrangeiro, dos campos dos Tabajaras,
      senhores das aldeias, e à cabana de Araquém, pai de Iracema"

      Sim, Guaraciaba, esta visão sociológica está presente em toda a obra, de Oliveira Paiva. Mais uma razão, para que eu a resgate e traga para compartilhar aqui.
      Obrigada, pelo carinho.
      Meu abraço.

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  7. Oi, Lúcia

    Uma reliquia essas fotos heim! linda a história.

    Quanto aos mobiles passa sim para sua amiga com certeza ela vai gostar.

    Bom fim de semana.
    bjs

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    1. É mesmo uma relíquia, essas fotos, Rosângela.
      A cópia da história, eu tenho, as belas fotos, a maioria, busco na internet, pelas informações que possuo.
      Bom final de semana.
      Beijinhos,
      da Lúcia

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  8. ¸.•°`♪♪♫

    É ótimo passar por aqui.
    Bom fim de semana!
    Beijinhos.
    °ºBrasil♫º
    ♫♪.•彡♡彡•.♪♫

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    1. Você,a sua magia e as lindas palavras cercadas de notas musicais e doçura, Inês...
      Obrigada, beijinhos.

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  9. Bonitas a história e as fotos!
    Uma boa semana

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  10. Oi Lucinha
    Faz-me bem este mergulhar na história. As férias começam a escoar-se por entre os dias.
    Beijinho

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    1. Olá, querido Kim, que bom que você gosta e mergulaha, mesmo no final das férias...Obrigada, amigo, beijos!

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  11. O bom de vir aqui é estar inserido nesta historia que voce bem partilha conosco.
    As ilustrações são fantasticas e historicas.
    Parabens sempre minha amiga.
    Um bemo fim de semana a voce com paz e luz.
    Meu carinhoso abraço.

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    1. Não satisfeita em trazer apenas o texto, quis trazer mais esse complemento à história que são as imagens relacionadas a ele. Obrigada, Toninho.
      Meu desejo de paz, com um forte abraço

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  12. Mais um excelente texto. Curioso que em Portugal no Alentejo, distrito de Beja concelho de Aljustrel fica uma terra com este nome. Messejana.
    Um abraço e bom Domingo.

    à margem, o Jardim do vídeo é o Eden Budha Park no Bombarral.
    Foi construído como homenagem às estátuas com mais de 2000 anos que os terroristas destruíram no Afeganistão. É um local onde se pode passear e meditar. Eu não conhecia e gostei muito. O vídeo anterior é do Senhor Bom Jesus do Carvalhal e dista um km do jardim
    Um abraço

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    1. Obrigada, elvira. Talvez você não tenha percebido mas faço referência à Messejana de Portugal, no conselho de Aljustrel. Fui ao seu blog Sexta-feira e lá deixei registrado que eu havia pesquisado na Wikipédia, de onde trouxe o mapa aí postado.
      Obrigada, por me trazer a explicação sobre aquele belo jardim oriental, postado lá no seu Sexta-feira. Achei magnífico.
      Um abraço, amiga.

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  13. Você nos dá a oportunidade de conhecermos a história, as fotografias são muito interessante e complementam o seu texto, parabéns. Um abraço, Yayá.

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    1. Obrigada, Yayá. É exatamente esse, o meu intuito, complementar o texto de J.Paiva, o biógrafo (que é meu pai), para uma melhor compreensão da época. Um abraço.

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  14. Desculpe amiga. Li o post já bem tarde e ainda por cima com uma tremenda dor no pulso. Lembro que li a palavra que era uma aldeia índia, o significado da palavra mas a comentar,devo-me ter esquecido. Um abraço e bom Domingo

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    1. Não há de que pedir desculpa, elvira,a minha observação sobre o registro acerca das duas Messejanas(a brasileira e portuguesa) só teve a intenção de esclarecer. É assim mesmo, estamos aqui para comentar e, às vezes algo passa desapercebido ou podemos esquecer, confundir ou algo assim. No final, fica tudo certo, amiga!
      Obrigada, um beijo! Boa semana!

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  15. Que fotos interessantes! E então, o pobre João conseguiu ficar com seu amor? Muita paz!

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    1. Obrigada, Denise!...Sim, João e Izabel, certamente, "foram felizes para sempre", como nos contos de fada...
      Muita paz, querida!

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  16. Muito querida Lúcia,

    Mais uma vez me admiro e me encanto com as histórias de teu pai...e com as fotos com que,habilmente, ilustras e enriqueces o texto já por si tão rico.
    E esta história de João e Izabel,certamente, me parece um belo conto de fadas,como disseste acima.

    Aguardando a próxima semana,vou também pesquisar sobre o cajueiro "botador".

    Bjsssss e uma semana muito feliz,amiga,
    Leninha

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  17. Querida Leninha, quanto carinho nesta sua apreciação. Meu pai era um exímio contador de histórias, principalmente sobre a família. "Zabelinha ou a tacha maldita", é um misto de poema, cancioneiro e peça de teatro. A gente encontra na internet, digitando "Obra completa de Oliveira Paiva". Possivemente, estarei um dia postando aqui, como já fiz com alguns de seus contos e poesias.
    Obrigada, pelo carinho.
    Feliz semana, amiga,
    muitos beijinhos,
    da Lúcia

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  18. Oi Lúcia
    As fotos são preciosidades ,gosto imenso, uma recordação que não se apaga e reavivada pelas imagens .
    Muito bom registrar um tempo passado de um grande poeta , abrindo o leque pra que todos o conheçam lendo e apreciando seus textos.
    Obrigada e volto assim que der.
    abraços

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    1. Não é à toa que eu as "exploro" tanto, abuso mesmo, do uso delas rs..É, Lis, eu precisava trazer à luz, este poeta, por ter nos deixado um legado que deve ser público. Volte sempre, é um imenso prazer.
      Um beijo!

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    1. Que bom, que você está junto, nessa viagem.
      Obrigada, forte abraço.

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  20. Olá, Lúcia!
    Obrigada pela visita ao meu "Ruas e papéis" e pelo comentário. Gostei do seu blog, desde o nome... lindas fotos e poesias. É fascinante a nossa língua e suas transformações pelo tempo e pelos lugares.
    Um abraço!

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    1. Gostei muito do seu "Ruas e papéis". Obrigada, por ter vindo à Cadeirinha, pelo elogio tão carinhoso.
      Fiz questão de manter a grafia e trazer imagens da época. Um abraço, Regina!

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  21. artigo bom e completo
    Eu gosto
    adicionar visão e conhecimento que eu
    obrigado

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    1. Obrigada, Perikanan e parabéns por
      já está escrevendo em português.
      Um abraço

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  22. As suas fotos enriquecem o seu texto que nos dá a conhecer um conto deste ilustre poeta. Uma excelente 4ª feira, minha querida!

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    1. É verdade, Elisabete, fotos tem esse poder, de enriquecer um texto. Obrigada, querida, volte sempre.
      Um abraço

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  23. Olá Lúcia......., boa tarde....
    Há já alguns dias que não passava por aqui....., mas,mais uma vez, fiquei deliciada como seu texto e com as bonitas fotos da sua "BELA FORTALEZA DE OUTRORA"....!!!
    Parabéns Lúcia....!!
    Um grande abraço
    Albertina Granja

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    1. Oi, Albertina, já voltou das férias e em grande estilo.
      Você conhece a minha Fortaleza e de meu grande amor por ela. Obrigada, pelo carinho e presença sempre querida.
      Um beijo,
      da Lúcia

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  24. Minha amiga
    sempre bom passar por aqui
    as fotos saõ belíssimas


    beijos

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    1. Obrigada, Lili, sua visita é sempre um prazer.
      Beijinhos

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  25. Oh, homem de coragem este. Lutar contra uma realidade que não se via a possibilidade de mudar.
    Parabéns pelo post. Bjs

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    1. Muita coragem, sim, foi um bravo homem, junto aos companheiros de luta. Obrigada, Princesa!Beijos...

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  26. Super interessante e curiosa esta história Lúcia, parabéns! Gr. Bj. minha querida!

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  27. OI LUCIA!
    VIR AQUI É UM DELEITE, OLHO AS FOTOS ANTIGAS QUE ME APAIXONAM, E ESTES TEXTOS TRANSCRITOS, TRAZENDO TODA A HISTÓRIA DE UMA ÉPOCA.
    ABRÇS

    zilanicelia.blogspot.com.br/
    Click AQUI

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    1. Essas fotos são mesmo apaixonantes. Os textos, o texto da história tinha mesmo que vir à tona, nesse compartilhamento...
      Um abraço, Lani

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  28. ✿✿
    Amiga, beijinhos.
    Bom fim de semana!
    ✿✿✿

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  29. Olá Lúcia, vim retribuir a sua visita. Somos colegas e quis vir aqui. Mas está de férias? Tem tempo sem nenhuma postagem, vai voltar não vai?

    Fico à espera

    Beijo

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    1. Olá JP! Tenho publicado uma matéria por semana. Esta, tem exatamente uma semana. Enquanto você digitava o seu comentário eu postava a matéria de hoje.

      Um beijo

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  30. Querida Lúcia

    Bom dia

    Uma pergunta: o que é um cajueiro 'botador'? Sou muito curiosa, não acha?

    Excelente abordagem ao problema sociológico no que diz respeito à conciliação entre negros, índios, brancos e à própria miscigenação, na história de Iza e João, inserida nestes capítulos sobre o Abolicionismo. A sua aceitação ou não, mas o amor fala mais alto...

    Bom fim de semana.

    Beijos

    Olinda

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    1. Oi, Olinda, respondi às suas perguntas no post posterior a este deixando este comentário sem resposta,vendo somente agora. Desculpe, amiga.

      Cajueiro "botador" diz respeito a um cajueiro que "dava" frutos o ano todo. O verbo "botar", para nós cearenses, tem o significado de colocar, por, dar, de acordo com o sentido da frase. Digite no "google": CAJUEIRO BOTADOR DE FORTALEZA - alí você entenderá bem sobre esse cajueiro que virou uma lenda.

      Você encontra também, na Wikisource, o poema "Zabelinha ou a Tacha Maldita", de Oliveira Paiva, digitando no google : Obra completa de oliveira Paiva.

      Um beijo, perdoe-me a demora, em responder o seu comentário. Até!

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