quarta-feira, 30 de maio de 2012

O NORDESTE, QUARTA-FEIRA, 21 DE MAIO DE 1952

MANOEL DE OLIVEIRA PAIVA (VII)
"Dona Guidinha" no quadro da época
J. Paiva
Biblioteca Infantil Monsenhor Bruno, em Aracati-Ceará, a 154 Km.
de Fortaleza. Cidade Natal de Mons. Bruno de Figueiredo. 
(Foto do blog Biblioteca Infantil Monsenhor Bruno) 
Mons. Bruno nasceu em 1841 e faleceu em 1930.
É nome de rua, em Fortaleza. É vasta e rica, a sua biografia. 
(Foto do blog Biblioteca Infantil Monsenhor Bruno)
Avenida Frei Serafim, em Teresina- Piauí, vendo-se, ao fundo, a
Igreja de São Benedito, mandada construir por Frei  Serafim, quando
de sua missão pelo Nordeste do Brasil, no século XIX. (Foto : google)
Igreja de São Benedito, em Teresina, capital do Piauí, que levou 12 
anos para ser edificada, na missão de Frei Serafim, que chegou à 
à cidade de Teresina em 1874. (Fonte: Wikipédia).
Imagem de Frei Serafim de Catânia, que fica na avenida que
leva o seu nome, em Teresina. Frei Serafim, era um missionário
Capuchinho que chegou ao Brasil por Recife, em 1841. percorrendo
todo o Nordeste, pregando e edificando igrejas, tornado-se famoso por
sua bondade e fama de milagreiro.  (Fonte: Wikipédia)
Vista panorâmica e atual de Quixeramobim, no Sertão Central, 
a 216,7 Km de Fortaleza. Nesta cidade, nasceu  Maria Francisca
de Paula Lessa a "Marica Lessa" que "inspirou" Manoel de Oliveira
Paiva  na personagem "Dona Guidinha". (Foto: site da Prefeitura de
Quixeramobim). 
Igreja Matriz de Quixeramobim, cujo padroeiro é Santo Antônio.
Nela, em 1804, foi batizada Maria Francisca de Paula Lessa, a
Marica Lessa, "retratada", em Dona Guidinha do Poço, romance 
de Oliveira Paiva, como Margarida, a Dona Guidinha.(Wikipédia).
Barragem de Quixeramobim, onde corre o rio de mesmo nome, o
afluente esquerdo do rio Banabuiú, que deságua no Rio Jaguaribe.
(Foto: site da Prefeitura de Quixeramobim)
Cadeia pública, em Quixeramobim, onde foi presa Marica Lessa
(personagem real, que inspirou  Dona Guidinha),antes de ser transferida
para Fortaleza, onde foi julgada e condenada a 30 anos de prisão e
onde veio a falecer,por volta de 1887, quando mendigava  nas ruas... 
(Fonte: Wikipédia, no verbete Marica Lessa )
Cadeia Antiga, de Fortaleza, onde ficou presa Marica Lessa. Hoje,
esta edificação abriga a ENCETUR, centro de artesanato e outras
atrações turísticas. (Foto: google)
Antiga Cadeia de Fortaleza, hoje um centro de turismo, vista por 
outro ângulo, tendo ao fundo o prédio da Santa Casa de Misericórdia.
Uma das galerias da Antiga Cadeia de Fortaleza, hoje ENCETUR,
onde se encontram belos artesanatos regionais, com renda de bilros
bordados... além da gastronomia cearense. (Foto: google)
Principal  portão da Antiga Cadeia, na sua parte interna,
por onde passou, certamente, "Marica Lessa", a mulher que
 inspirou o romancista Oliveira Paiva a criar Dona Guidinha.
Esta edificação se localiza na parte mais antiga de Fortaleza....
bem próximo ao mar... (Foto: google)




Diz Monsenhor Bruno de Figueiredo, em "Os Primeiros Bispos do Ceará", que, "distanciado de Olinda, visitado por Delegados dos Bispos, os quais não podiam remediar todas as faltas, entregues na sua máxima parte a homens que não podiam atacar os vícios, que não sabiam apontar a boa doutrina, que enfim não tinham tido um tirocínio sacerdotal, que os habilitasse a bem apascentar os seus fregueses, o Ceará, por bem que tivesse  conservado a fé e reconhecido pender para a piedade, era uma Diocese que reclamava um gênio criador, um coração paternal, um Apóstolo enfim por suas virtudes e por seu saber".
Apliquemos tão sisudas e sinceras citações ou, melhor, esse termômetro espiritual ao romance de Manoel de Oliveira Paiva.
Se Dona Margarida Reginaldo de Oliveira Barros, na sêca de 1825, ainda pequenota  (10 anos ?),  agora já com 35 anos, quando a vemos criminosa; se o moleque Anselmo, com 9 anos, nascera pela missão de Frei Serafim, que não podia ser antes de 1839, quando começára a "invasão Capuchinha", como costumavam batizá-la os inimigos das Ordens Religiosas;  então a ação do romance começou certamente em 1846, um ano após a sêca de 1845 finalizando talvez em 1850 mais ou menos, alguns anos antes da criação do Bispado do Ceará, em 1854, e ainda muito mais anterior à posse de Dom Luiz, em 1861. Manoel de Oliveira Paiva, que certo teria a retocar, refundir e reajustar, os originais de  "Dona Guidinha do Poço", não faria à-toa um trabalho de tanta realidade, de tanta sinceridade, de tanta originalidade, de tanta graça e naturalidade no linguajar matuto, de tanto respeito no tratamento entre os dois sexos, entre agregados e patrões, entre escravos e senhores...

Logo no primeiro capítulo aparece-nos o Rev. Visitador, que era, no romance, o Cura de Russas do Jaguaribe. Vemos que o romancista dava ao sentimento religioso, à Igreja e ao Clero, o seu lugar de destaque na sociedade sertaneja em que, por um retrocesso de imaginação, nos sentimos tão bem como os honestos personagens do drama, conquanto, aqui e alí, confirme, nos seus diálogos e monólogos, o que nos dizia  o cronista eclesiástico, acêrca  da indisciplina sacerdotal e da falsa devoção.  É certo, aliás, que o Padre, quer no seu ministério quer na sua missão, muito lhe merecem.  A missa não lhe faz sair da pena uma só frase, uma só alusão leviana que lhe tire o valor como centro de piedade, demonstração da Fé por excelência.  E o mesmo diremos dos terços e das novenas, apenas profligando o culto incompreendido das imagens.
Por J. Paiva.
...continua...


*******
NOTAS:
1- O texto biográfico, de J. Paiva, foi transcrito nesta postagem, em sua íntegra e fiel à norma ortográfica com que foi escrito, em 1952, nas páginas do jornal O NORDESTE;

2- As imagens e legendas, que precedem ao texto, ali estão no sentido de contextualizar-se, aos fatos e personagens citados por J. Paiva (José Joaquim de Oliveira Paiva: 1895-1977), sobrinho materno do biografado e meu pai;


3- No próximo capítulo, o VIII, "Dona Guidinha" no quadro da época, terá a sua conclusão, seguindo-se com o sub-título "No Seminário do Crato", no capítulo IX...

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Retorno em uma semana...............Abraços!!!



74 comentários:

  1. Algumas vezes venho até aqui para ler um pouco desta história que relatas muito bem, incluindo as fotos que me encantam. Sempre que venho leio o post anterior, que não havia lido e o atual, para me inteirar de tudo.
    Um beijo,
    Élys.

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    1. Que bom saber, Élys. Obrigada, pelo incentivador comentário, pelas palavras sempre tão carinhosa.
      Um beijo, com afeto,
      da Lúcia

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  2. Raízes históricas. Fotos que registram memória. Seu empenho em partilhar conosco elogiável!! Parabéns.
    Bj. Célia.

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    1. São históricas e profundas, pelos sentimentos que encerram. O prazer, em partilhar, é imenso amiga.

      Obrigada, com beijinhos,
      da Lúcia

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  3. ainda não tinha dito

    mas digo,
    muito interessantes as memórias, as raízes da nossa história!

    um abraço

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    1. É bom, ouvir o que dizes!
      Obrigada, manuela. Um abraço...
      da Lúcia

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  4. Lucinhamiga

    És um espantooooo como diz o nosso Jô Soares. Até à próxima. Nota histórica, evidentemente

    Xêros da Kel e qjs para tu

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    1. Espantoooooooooo, é você, Ferreiramigo, nas suas
      formidáveis crônicas "atravessadas"...hilariantes,
      que nem o JÔ!!! Obrigada, portuga...

      Xêros na kel e pra tu, da brazucamiga,

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  5. Lúcia,
    Impressiona a forma como cuida das suas memórias. Quem assim faz sabe, com toda a certeza, que sem memórias não há perspectiva de futuro.

    Abraço

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    1. Cuido com muito carinho, dessas memórias, além de
      ter um enorme prazer de trazê-las, do fundo do baú,
      para compartilhar. Sem elas, o futuro é nublado...

      Beijo,
      da Lúcia

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  6. Adorei as Igrejas. A galeria com aqueles artesanatos é tudo de bom.
    Um beijo grande

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    1. Temos igrejas lindas, principalmente no interior,
      boa parte, é herança portuguesa...
      Obrigada, por ter vindo.
      Beijos,
      da Lúcia

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  7. É muito bom acompanhar as memórias das memórias de um passado que se torna tão presente através do minucioso trabalho que você está compondo...acho muito interessante a apresentação dos personagens que farão parte do "romance vivo" de uma história real.É como se a gente adentrasse pelo passado como um viajante no tempo como um terceiro momento de uma história que através do seu trabalho passa a ser contínua.Não sei se me fiz entender...Enquanto aguardo, um abraço

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    1. Creio que encontrei um forma de apresentação dessas "memórias das memórias", como tão bem você diz, Guaraciaba, que parece tornar a narrativa mais interessante. Tem gente, que é como criança, gosta de ver gravuras nas histórias.
      Trago um enredo bem antigo, que já passou por um passado menos remoto, fazendo com que as pessoas que dele tome conhecimento, como que, o vivencie. Acho que é isso.
      Você, se faz entender sempre!
      Um beijo,
      da Lúcia

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  8. Quando estava já embalada na leitura...fiquei suspensa!
    Esse trabalho Lúcia é de uma minúcia histórica fantastica.
    As fotos não conhecendo nem reconhecendo são um valioso testemunho e de aturada pesquisa.
    Maravilha!
    Grande abraço querida amiga!

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    1. Muito bom, Manu, poder te embalar e te elevar...
      O texto de J. Paiva, meu pai, foi escrito há 60 anos.
      O romance, tem por volta 120 anos de escrito, e poucos que estão lendo essa referência a ele, o leram. Assim, preciso detalhar os fatos e ilustrá-los, para uma melhor compreensão.
      Obrigada, querida amiga.
      Beijinhos,
      da Lúcia

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  9. Continuo a percorrer este caminho histórico minucioso que tens resgatado e nos brindado com tanto precisão.Parabéns! Este trabalho de pesquisa é precioso e muito trabalhoso, mas vale a pena linda amiga.
    Estaremos aqui na próxima semana para acompanhar.
    Beijos, Eloah

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    1. Querida Eloah, sou grata, por palavras tão elogiosas, ditas com tanto carinho. Na verdade, o trabalho maior foi de meu querido pai, eu apenas estou complementando o texto, por ele escrito com tanto amor.Procuro, na internet, imagens e explicações, para o que eu desconheço.
      Volte!
      Beijinhos,
      da Lúcia

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  10. Gostei do episódio e sobretudo gostei de observar as mudanças que o tempo fez aos sítios por onde andou a personagem do romance.
    Um abraço e bom fim de semana

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    1. É a vantagem, das histórias criadas sobre fatos reais, mesmo com os nomes fictícios dos lugares e personagens.
      A gente busca o real, para ilustrar a invenção.

      Obrigada, elvira, volte sempre.
      Um beijo,
      da Lúcia

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  11. Quanta coisa linda,Lucia e a cada pesquisa, viajamos contigo no teu passado...beijos,tudo de bom,chica

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    1. Como gosto de viajar acompanhada de todos vocês, pelo meu passado, me confortando com tantas palavras de elogios e de carinho.
      Obrigada, beijinhos,
      da Lúcia

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  12. Passei,li, gostei e aprendi...muito obrigada pelas excelentes partilhas.
    Bjs

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    1. Gostei, da sua forma de dizer que eu sou "boa" professora. É muito gosto, no que faço. Obrigada!
      Beijinhos,
      da Lúcia

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  13. Lucia nesta reconstrução podemos observar a importancia dos padres estrangeiros nas incursões pelo interior,bem como pode se notar esta crise entre fé e poder,que vem de longas datas.Muito bom seu trabalho compartilhado conosco e suas ilustrações nos colocam nas cenas.Há em mim uma cusriosidade de conhecer este nordeste de tantas historias ricas.
    Meu carinhoso abraço de paz e luz.
    Bom lhe ver.
    Um lindo fim de semana com alegria e bom viajar com voce.
    Grato sempre pela admiração e atenção.
    Fique bem com Deus e a alegria da familia.

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    1. Foram de grande importância, os padres estrangeiros. Convivi mais com os Capuchinhos, para mim, homens santos,cumpriam bem as suas missões.
      Esta forma que encontrei, ilustrando a matéria, parece que está dando certo. A postagem, parece, fica mais agradável, na leitura.
      Obrigada, Toninho, seu comentário muito me lisonjeia.
      Bom final de semana, pleno de paz.
      Um abraço,
      da Lúcia

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  14. Minha querida amiga Lúcia

    Estive a passear vagarosamente por entre as imagens que nos trouxe, procurando idealizar o espaço, o lugar dos acontecimentos e das vivências daquela época e da sua família.

    Por aqui se vê a importância que tem o trabalho de pesquisa que tem realizado, tendo em atenção a ilustração de todos os capítulos desta biografia.

    E através dela, da biografia, continuamos a tomar contacto com a acção desenvolvida pelos padres e monges, na sua missão de espalhar a religião e também tendo em conta a acção social. E a referência a Marica Lessa que inspirou a personagem de Dona Guidinha, mostra que o romance foi escrito de forma fiel, privilegiando acontecimentos reais.

    Voltarei...

    Beijinhos

    Olinda

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    1. Fico feliz, querida Olinda, proporcionado-lhe um passeio que lhe agrada. As imagens que integram a postagem, têm mesmo o propósito de se imaginar o cenário da época e o do presente. Quando publico um capítulo, fico à cata das imagens,possíveis,para o capítulo seguinte. Até, que não tenho dificuldades, pelo fato da história ser real e ter tido importância histórica.

      Foi muito significativa a ação dos sacerdotes, em suas missões. O romance Dona Guidinha do Poço tem levado muitos intelectuais e estudantes de universidades a desenvolverem muitas teses, exatamente por ter tido, por base, um acontecimento real.

      Volte, amiga.
      Beijinhos,
      da Lúcia

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  15. Belas memórias e imagens!
    Parabéns!!!
    Invejinha branca do calor de vcs...rsrrs
    Obrigada pela visita!
    Bjooos e boa noite.

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    1. Obrigada, Cae!
      É, o calor "pede" paredes brancas nas igrejas, ficam lindas...

      Beijinhos,
      da lúcia

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  16. Minha querida Lúcia,

    Como sempre estou aqui a me encantar com as histórias de teu pai e a viajar no tempo,como uma viajante de cem anos atrás,revendo Quixeramobim e sua natureza tão rica,as igrejas lindas do teu Ceará e o teu minucioso trabalho de pesquisa.
    Parabéns pelo empenho e competência.

    Bjssssss,
    Leninha

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    1. Sua vinda aqui, Leninha, também muito me encanta, pelas doces palavras deixadas. É muito bonita, Quixeramobim, no sertão central se encontra o verde...aliás toda a Região Jaguaribana (banhada pelo Rio Jaguaribe e seus afluentes.
      Obrigada, amiga.
      Beijinhos,
      da Lúcia

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  17. Que acervo histórico maravilhoso, fico tão emocionada quando essas memórias são preservadas, acho que faz muita falta no nosso país da devida importância ao passado, muitos prédios são derrubados sem dó, e quando um vejo um post que me remete a valorização da cultura histórica do nosso país, mesmo que num cantinho de toda a extensão do Brasil, isso me orgulha pelo povo que vive ali e preserva, parabéns, bjos!

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    1. Obrigada, Eva. Realmente, emociona ver patrimônios cultuais, materiais e imateriais, preservados. Tenho procurado resgatar a nossa história e compartilhar, com muito gosto, valorizando o que temos. Aqui, muito já se demoliu, mas há sempre os que "gritam" e lutam para que isso não ocorra.

      Um beijo, amiga,
      da Lúcia

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  18. Oi, Lucia!

    Os artigos são muito ricos de detalhes, e as imagens ilustram de forma brilhante. É uma viagem pela pela história e cultura do Ceará. Seu pai foi um grande escritor. Fiquei curiosa por ler dona Guidinha do Poço, onde posso encontrar?

    Beijos
    Socorro Melo

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    1. Olá, Socorro. Preciso ir ver suas maravilhosas crônicas!
      Obrigada, pelas elogiosas palavras, muito me contentam.
      Meu pai lia muito, acredito que leituras produzem bons escritos.
      O livro, por ser de domínio publico, já foi editado por muitas editoras e é fácil de ser encontrado, nas livrarias e na internet, até em "sebos". Mas você pode imprimir da internet, inclusive a obra completa de Manoel de Oliveira Paiva. É só digitar no "google" o nome dele, que você será levada à fonte(Wikisource).

      Beijos,
      da Lúcia

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  19. Ao ler o texto fez-me voltar ao tempo em que era obrigada ler os nosso clássicos realistas, com as suas escritas " rebuscadas" e muitos detalhes. Sou de línguas e por isso tina aulas de literatura onde as obras tinham de ser lidas e bem interpretadas; claro que nessa altura não gostava nada desses clássicos que agora leio com muito mais gosto. Atualmente os aluno não são obrigados a lerem tantas obras e muito menos a interpretá-las com a minúcia a que eramos obrigados noutros tempos. Por isso, Lúcia, acho importante que reproduzas a linguagem original. Quando estive em Fortaleza entrei nessa prisão e, claro, comprei algum artesanato. Achei muito interessante terem-na aproveitado para fins turísticos. Com todas estas eferências um dia, quando voltar ao Nordeste, com certeza vê-lo-ei com outros olhos. Parabéns, amiga, mais uma vez e cá estarei para o próximo capítulo. Um bom fim de semana e muitos beijinhos
    Emília

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    1. Foi-se o tempo, que os jovens liam os clássicos, porque livre e espontânea vontade ou obrigados pelos mestres.
      Num período bem recente, há uns 4, 5 anos, durante alguns poucos anos, o aluno era "obrigado" a ler umas 10 obras de literatura brasileira para prestar o vestibular. Não foi de todo bom ou mal. Ao menos liam, o ruim é a "obrigação". Isso já não há.

      Quando vier ao Nordeste, virá com outros olhos e, em Fortaleza, terá uma acompanhante, com conhecimento de "causa", ou "causo"...rsrs
      Um bom final de semana, Emília.
      Beijinhos,
      da Lúcia

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  20. Um sótão cheio de lembranças
    Escrevi no pó palavras sem nexo
    Retirei uma cartola de uma caixa de cartão
    E senti ao toque o poder da ilusão

    Ilusões…
    Um cavalo de pau perdido ao carrocel
    Uma estola de um bicho qualquer
    Uma escultura talhada a cisel

    Uma foto a preto e branco
    De uma mulher sem rosto
    Uma janela virada para nenhum lado
    Uma traquitana a imitar o sol-posto

    Bom fim de semana

    Mágico beijo

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    1. Ah! Profeta, com esse terno e tocante
      poema, terei alimento pr'alma por um longo tempo.

      Obrigada, bom fim de semana

      Beijo

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  21. A saudade,
    é um sentimento que
    com o tempo traz tristeza,
    que com a alma traz esperança,
    e que se apoia na amizade.
    *Verônica Januário Luz*.
    Eu me apoio na sua amizade para
    continuar seguindo minha história .
    Sua visita e seu carinho me ajuda
    a transpor barreiras nesse momemto .
    Deus sempre é mais forte que a angústia.
    E ele esta sempre presente na minha vida
    continuarei levando minhas visitas
    da forma que me for possivel
    de estar sempre presente .
    Não devo e nem posso me isolar das
    minhas amizades por ñ estar conseguindo teclar.
    Pode haver muitos Amigos em nossas vidas, mais amizades verdadeiras
    para mim é para sempre.
    Por isso falar sobre problemas , meus sentimentos,
    não da soluções para todos os problemas da minha vida, dúvidas ou medos,
    mas me ajuda a viver mais feliz.
    Agradeço de todo coração pela sua amizade
    e seu carinho.
    Estou triste por não ser compriendida
    por levar cola nas minhas visitas.
    Na próxima semana vou fazer uma postagem.
    Não tenho duvidas ,que a pessoa que me aborrece tanto
    vai sentir vergonha de si mesmo.
    Foi esse o motivo do meu afastamento por uma semana
    receber mais insultos .
    A falta de instrução e educação infelizmente
    não tem limites.
    Não fique triste comigo por desabafar
    ao fazer isso é porque tenho certeza da sua amizade e carinho por mim.
    Desesejo um abençoado Final de Semana
    paz e luz.
    Beijos com saudades.
    Evanir..

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    1. Evanir, já entendi perfeitamente, as suas limitações físicas para digitar. Não dê ouvidos a quem a importuna.
      Exclua os desaforos, simplesmente!
      Sempre que posso, faço uma visita ao seu blog.
      Obrigada, desejo-lhe grande alívio, para o seu problema.

      Um beijo e um abraço fraterno,
      da Lúcia

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  22. Que linda postagem.Parabéns minha querida!!!

    UM LINDO E ABENÇOADO FINAL DE SEMANA,
    ABRAÇO CARINHOSO E FRATERNAL ...

    GIOVANA

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    1. Olá, Giovana! Muito obrigada, pelo elogio
      tão carinhoso. Que o seu final de semana
      seja pleno de alegrias.
      Um abraço, com afeto,
      da Lúcia

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  23. ¸.•°`♥✿⊱╮
    ❤♡
    Olá, amiga!
    Passei para deixar um abraço carinhoso.
    Bom fim de semana!
    Beijinhos.
    Brasil.
    °º °♫♫♪¸.•°`

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    1. Olá, minha querida amiga Inês,
      sempre com Mágica, nas carinhosas mensagens!

      Obrigada, bom final de semnana
      Beijinhos,
      da Lúcia

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  24. Querida amiga sempre brilhante a escrever.
    Bom fim de semana
    Beijinhos
    Maria

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    1. Você é que brilhante, Querida Maria!
      Obrigada. Um lindo final de semana.
      Beijinhos,
      da Lúcia

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  25. Continuas a Historiar e a completar a narrativa com Documentos fotográficos de grande valia.
    Parabéns (repito-me)

    beijos

    SOL

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    1. Essa História é muito longa, SOL !
      Busco imagens que correspondam à narrativa,
      por parecer-me que a enriquecem.
      Obrigada, meu querido amigo.

      Beijos,
      da Lúcia

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  26. Muito interessante essas fotos q contextualizam e ajudam os leitores a formar uma imagem mental das citações do texto.
    Conheci a cadeia de Fortaleza e seus artesanatos. Me deu saudade da viagem. Aliás, muito linda cidade. Muita paz!

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    1. Como já conheço bem o texto de meu pai, não é difícil
      encontrar as imagens. Foram fatos com pessoas de grande importância histórica.

      Obrigada, querida Denise.
      Muita paz!

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  27. Lúcia, maninha querida:
    Ainda não consegui ler teu Post. Estou muito cansada, muito feliz, mas sem cabeça para ler.
    Minha filha, casou, querida! Acho que poucas vezes, me senti tão feliz. Era isso, que te queria dizer, irmã! Pede a teus santinhos, que ela seja feliz, mana. Eu estou esgotada, o pai também, mas felizes, porque a nossa menina, a sinhazinha do nosso grupinho, casou, de papel passado. Está agora em Londres, já telefonou, está feliz. Eu, só espero que "Seja eterno, enquanto dure".
    Querida: amanhã, lerei seu post e, comentarei. Não fica zangada, não? Sua irmã portuguesa, é frágil, cansa-se física e moralmente. Amanhã, será outro dia.
    Beijinho, irmã querida.
    Maria
    rque

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    1. Amo as minhas irmãs, Maria querida, e não seria com
      a portuguesa que eu iria me zangar...
      Vou pedir aos meus santinhos que velem pela sua sinhazinha. O importante, agora, é "curtir" a felicidade descansando, para adquirir novas forças.
      Eu espero, mana, fique tranquila.
      Beijinhos,
      da lúcia

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  28. Olá minha querida amiga Lúcia!
    Acabei mesmooo agora de fazer...Rss
    Quem me dera poder servir!
    Quem sabe, um dia!!!
    Uma linda semana, e
    aquele abraço bem grande!

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    1. Minha linda e querida Manu.
      Que delícia de pudim!
      Por enquanto, vou fazendo,
      um dia, quem sabe, provarei do seu?

      Linda semana, beijinhos.

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  29. Parabéns pelo blog tão informativo como deve ser.

    As fotos antigas é uma bela viagem ao passado.

    Abraço

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    1. Obrigada, J Araújo!
      Gosto de fotografias, em especial das antigas, em P&B.
      Um abraço.

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  30. Belíssimas imagens, gostei demais!

    Obrigada pelo carinho querida amiga

    Bjos

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    1. Olá, Vanessa, obrigada.
      Adorei a sua crônica-poética.

      Beijinhos

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  31. Olá Lúcia,
    Fiquei maravilhada com as imagens, tem pouco tempo que fui a Aracati e conheci os velhos casarões tombados.Passar aqui é degustar parte de nossa história, é sempre aprender mais um pouquinho.
    Um abraço,
    Dalinha

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    1. Olá, Dalinha.
      Aracati é uma cidade que preservou muitos seus casarões. bem diferente de Fortaleza, que continua demolindo uns poucos que restaram. Obrigada, amiga. É sempre bom, também, esse tipo de degustação.
      Um abraço,
      da Lúcia

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  32. Lúcia, não conheço Fortaleza, amei a biblioteca, a igreja branca que deslumbre, a cadeia, noossa que maravilha, adoro essa preservação da história, parabéns pelo post,bjos.

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    1. Venha então, conhecer Fortaleza, Eva!
      A cadeia, fica em Fortaleza, já a biblioteca e as igrejas, ficam em outras cidades do Ceará. Mas tudo é História para ser contada. Bom seria se tudo fosse preservado.
      Obrigada, beijinhos...

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  33. Boa noite querida amiga Lúcia. Vim agradecer tua sempre amável visita em meu diário e pedir desculpas pelo trocadilho... não resisti a tentação de fazer uma pequena brincadeira, tinha certeza que poucos já ouviram falar em Fortaleza dos Valos... amo tua terra que durante 5 anos me recebeu de braços abertos e onde vivi momentos maravilhosos e inesquecíveis. Tive o prazer de conhecer Aracati e Quixeramobim... fico feliz só em saber que já estive nessas duas cidades encantadoras. Não fique brabo comigo viu... volte sempre que tiver um tempinho livre. Beijos. Fique com DEUS.

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    1. Querido amigo Muller, fiquei braba não, adorei a "pegadinha", conhecer a outra Fortaleza, a dos Valos, foi delicioso. Ainda mais, vendo você, o Bolinha e o bendito ônibus-casa, que os carrega pra todas as bamdas desse brasilzão...
      Obrigada, até compartilhei no "face".
      Vá sempre com Deus!
      Beijos,
      da Lúcia

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  34. Lucia, boa noite!
    Gostei dos conhecimentos que adquiri hoje aqui. Muito interessante o seu trabalho no blogue.

    Beijinho,
    Ana Martins

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    1. Oi, Ana, bom ver você, aqui e no face.
      Obrigada, pelo incentivo nas delicadas palavras.

      Beijinho,
      da Lúcia

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  35. Preservar a história é magnífico, contá-la, muito mais, se eterniza. Adorei as fotos e a igreja branca de santo Antônio é de uma arquitetura linda. Parabéns! Grande abraço. Obrigada pela sua presença!

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    1. Magnífico, é a palavra certa, quando se trata de história preservada. Até as imagens, são mais belas, em preto e branco. Já não se fazem, arquitetura tão linda.
      Obrigada, querida.
      Um abraço,
      da Lúcia

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  36. Percorrer este Blogue é como fechar os olhos e deixar a nossa imaginação percorrer tempos e acontecimentos que fazem parte da história.
    Muitos factos, para mim, que estou longe são-me desconhecidos, mas passam a enriquecer os meus conhecimentos.
    São belos os seus relatos e, pena tenho, não os ter conhecido antes, pois assim, a minha viagem (há três anos) a Fortaleza teria sido muito mais rica.
    Obrigado

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    1. À semelhança do seu blog, Manuel. A crônica, ou conto, que lí ontem, lá, nos dá essa exata sensação, voltar e percorrer um tempo perdido no passado, na História...

      Também lamento, não conhecê-lo naquela altura. Quem sabe, num futuro próximo?

      Um abraço, amigo,
      da Lúcia

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  37. Oi Lúcia,
    Em tempo, venho admirar mais uma postagem, tão bem ilustrada com fotos e informações riquíssimas para se entender melhor a história de Dona Guidinha...
    Essas cadeias antigas dão ótimos centros de artesanatos, sendo suas celas bem melhor aproveitadas! Conheci o de Recife.
    Xêros.

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    1. Obrigada, Estela. Gosto de ilustrar, fica tão mais bonita, considero que "enriquecem" o texto, completa...
      Conheço bem, a de Recife, é belíssima, tenho lindas fotos lá, com meu filho aos 2 anos. Adoro Recife!

      Xêro

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