terça-feira, 23 de agosto de 2011

SECA, de 1877 a 1879, em FORTALEZA....


Era VOZ CORRENTE: " A CACIMBA de Dona Mariquinha, não SECOU..."
Esta é uma das minhas bisavós paternas, Maria
Isabel de Paiva Oliveira. A outra minha bisavó,
era a mãe dela, Ana Joaquina de Castro Paiva,
que também era minha trisavó. ENTENDAM: 
Rosa,minha avó, filha de Maria Isabel casou-se com o tio,
José Joaquim,meu avô, irmão de Maria Isabel. Meu avô, foi genro
da própria irmã.Ana Joaquina era minha bisavó por ser mãe 
de meu avô e minha trisavó por ser mãe de minha bisavó...
A criança, no colo, é Jacinta, sua neta, filha de Manoel, aos
10 meses de idade. Manoel morreu aos 31 anos, de tuberculose...
Jacinta, foi freira franciscana, morreu aos 50 de idade, com tuberculose...
Muitos afirmaram que a SAGA não ACABARA...
É VERDADE...apenas, dei um "corte."..
A SAGA prossegue, com JOÃO e MARIA...que nem
"história de trancoso", contada pela vovó...
Mas essa é verdadeira, podem CRER !


Era uma vez...
...Maria Isabel de Castro Paiva, nome de solteira, que emigrou com 
a sua família para o Ceará  em 1843, vinda do Rio Grande do Norte após o assassinato do seu pai.Veio com a mãe e os irmãos,
com prováveis seis anos de idade...
Por volta de 1855 conheceu João Francisco de Oliveira, um açoreano, que chegara à Fortaleza a bordo do navio "Maria Carlota" que viera do porto da Ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores, juntamente com outros "mestres de ofício" que aqui chegaram para trabalhar, contratados que foram pela corte portuguesa, instalada no Brasil desde 1808, segundo conta a história...
Meu pai dizia que João Francisco, seu avô, trocara o sobrenome Pereira, de sua família, pelo de Oliveira, de seu padrinho
de batismo, conforme costume da época, se assim fosse o desejo do
do afilhado.
Pois bem, quando se conheceram, Maria  e João, este já
era viúvo e  trazia consigo duas filhas: Maria Virgínia e Joana, nascidas lá, na possessão portuguesa. Registro interessante, nos escritos de meu pai, é que o "Mestre João" (assim chamado, por ser "mestre de obras") trouxera, além das duas filhas, uma "urna mortuária" com os ossos de sua primeira esposa, Emília Rosa. Com ele teria vindo, também, seus irmãos, José Francisco, Antônio Francisco ,Tereza  e os seus pais: Jacinta Angélica e André Francisco Pereira.
Maria Virgínia, a filha mais velha, viria a ser mãe de um renomado músico cearense:Alberto Nepomuceno (1864-1920), que teria fama nacional e internacional. O Alberto , Maestro, era filho do também Maestro Victor Nepomuceno, filho adotivo de Antônio Raposo de Melo, marceneiro, também açoreano, primo de João
Francisco. Os dois insulanos, Antônio e João Francisco, estavam entre os 109 membros da Colônia Portuguesa da Cidade, conforme consta no livro de João Brígido, " A Fortaleza de 1845".
A outra filha, Joana, viria a ser mãe de Tereza, que se casaria com um seu tio, o poeta e romancista Manuel de Oliveira Paiva(1861-1892), que também  tornar-se-ia conhecido no cenário das letras alencarinas...e, de certa forma, brasileira...
João Francisco e Maria Isabel, tiveram oito filhos : Jacinta, Ana, Maria, Luiza, Isabel, Rosa , João e Manoel. As três primeiras, tornaram-se freiras (Irmãs de Caridade-Vicentinas); as três seguintes, escolheram o casamento; João, foi poeta e músico; Manoel romancista e poeta.Ambos participaram de vários movimentos literários da segunda metade do século XIX, na Fortaleza antiga...
Com as duas filhas do primeiro casamento de João, com mais os oito filhos ,somaram-se dez filhos, uma família muito numerosa  para um pobre homem sustentar condignamente.
Por esta razão, o mestre-de-obras tornou-se um homem de vários ofícios: agrimensor, entalhador, marceneiro, escultor, fotógrafo... Sabe-se, por se contar na família, que, antes de o "Mestre João"
vir para o Brasil, teria  pesquisado e estudado em Paris as técnicas de daguerreotipia (criada por Louis Daguerre, em 1837).
Foto de Louis Daguerre , o inventor da fotografia
em processo sem uma imagem negativa, denominada
daguerreotipia, criada em 1837..(Foto: Google)... 
                           

Não posso aqui me furtar de transcrever um pouco dos "escritos" de meu pai, quando ele se refere ao querido avô açoreano, mesmo sem tê-lo conhecido. Assim, escreveu meu pai:
"Certamente, da figura do modesto e paupérrimo João Francisco de Oliveira, a quem João Brígido, num artigo que não tenho em mãos, por tê-lo perdido, mas que foi publicado na edição de "O Unitário" há tempos, consagrada ao grande jornalista, deu o título de "Mestre de todos os ofícios", podemos dizer que era isso mesmo. Tudo ele tentou fazer, além do ganho do pão de cada dia. Chegou  a ser até medidor de terra, tendo falecido em 1871 em consequência de uma pneumonia contraída em Maranguape, quando alí foi medir umas terras. Suas tentativas em torno da fotografia tinham-lhe consumido a saúde e os recursos. No dia seguinte a de sua morte, minha avó saia da casa que ele mandara construir para residência.
Meu bisavô João Francisco de Oliveira, em auto-retrato,
em daguerreótipo. A placa de prata, com esta foto,
está no acervo da família. Bem preservada, para
as gerações futuras....

Nesta foto, temos o cruzamento da Av. Duque de Caxias,
com a Rua General Sampaio, m Fortaleza-CE, onde residia
  "Mestre João" e sua família.... Aí também,
funcionava a sua oficina de marcenaria e outros ofícios,
que garantia "o pão de cada dia"...
(Foto: Arquivo Nirez)

Estava hipotecada. Esta casa ainda existe, na esquina da Avenida Duque de Caxias, com a Rua General Sampaio, nº 1462. Para o lado da Duque de Caxias ficava a sua oficina (...).Sua vida, nos últimos anos afanosa, difícil, cheia de trabalho de artista pobre mas elevada pelo talento e pelas virtudes, ali teve seus derradeiros dias. era na velha estrada do Benfica, lugar naquele tempo denominado "Três Cajueiros". Mais de uma vez, entusiasmado com com as experiências de Banho de Prata, escrevia, num português característico:- "Agora, a agoa do Benfica acentada ou filtrada ataca pouco a prata: a agoa do Benfica não destroe a prata". Isso, era em outubro de 1869, segundo a posição de seu livro de notas".
Avenida principal do Benfica.  Daí vinha a "agoa" boa de que falava
o "Mestre João" que não "atacava a prata", nos seus trabalhos
com a fotografia. A casa onde ele morava, no centro de Fortaleza, na
Rua General Sampaio,  era o início desta via : a Estrada do Benfica...
(foto; Arquivo Nirez)

 Prosseguindo, meu pai ainda escreve: "Em fins de 1851, o Presidente Almeida Rego outorgava-o por Lei a conseguir em Pernambuco preços para várias grades de ferro, coroa e pavimento da velha Sé (...). Na Igreja da Prainha havia um grande órgão por ele fabricado antes de vir outro da Europa (...). em Canindé e Sobral trabalhou em igrejas.Construiu a capela do S.S. da Sé e em 30 de abril de 1860 contratava com o Governo da Província a capela  do Cemitério São João Batista, pela quantia 
de 2.873.$004. Na "Descrição da Cidade de Fortaleza",do douto historiador Antônio Bezerra, tudo isso e outros fatos se encontram relatados no que tange à capital".
 E mais: " O  mestre João foi também foi  pintor, quis também ser escultor, sem embargo do trabalho de obter o pão de cada dia para si e sua numerosa família. À noite, enquanto dormiam todos, certa feita esculpiu um belo Cristo Morto, de dimensão de 50 centímetros, em cuja superfície vemos riscos indeléveis não sabemos de que, lápis ou tinta, que futuramente teria de colorir. A morte o impediu de terminar o trabalho".
Ficando viúva, com a casa hipotecada, Maria Isabel, como relata meu pai, foi auxiliada pelos irmãos, mudando-se para outro bairro,
um sítio no Outeiro, à margem do riacho Pajeú, próximo ao Colégio da Imaculada Conceição, correspondendo, hoje, às ruas 25 de Março(antiga do Outeiro,Pajeú), Av. Dom Manoel(antiga
Boulevard da Conceição e Av. Dom Luis), Franklin Távora (antiga São Luis) e Pinto Madeira (antiga Travessa nº5, Rua do Córrego,da Cavalaria"). 
                                                                                                                                                                                                     
Esta foto, mostra a antiga Rua Pajeú(depois chamada Rua do 
Outeiro e atual Rua 25 de Março)...à esquerda, embaixo, ficava
o "Sítio Hospitalar" da Dona Mariquinha, tendo ao centro a 
"famosa" Cacimba...O sítio ficava no quarteirão correspondente
à lateral da antiga Escola Normal (Colégio Justiniano de Serpa, hoje).
Foto: Arquivo Nirez) 
Segundo relato de meu pai, em seus escritos, no centro do terreno, muito arborizado, havia uma cacimba, conhecida como "Dona Mariquinha", mesmo nome com que chamavam Dona Maria Isabel de Paiva Oliveira. Na frente do terreno, formou-se uma favela, durante os três anos da Grande Seca (1877, 1878, 1879).

Retirantes, flagelados, da  Grande Seca no Ceará nos anos de 1877
a 1879, em Fortaleza...Inúmeros, morreram de varíola...além da fome....
(Foto: google)
 Maria Isabel, a Dona Mariquinha, permitira que retirantes ocupassem abrigos sob as árvores.Nesta época, conta meu pai,passou a viver com a família Paiva Oliveira, uma órfã, vinda de Oeiras, Piauí:- "Luiza Carvalho de Oliveira que, anos depois, nos contava histórias de Trancoso a mim e minha saudosa irmã Carmelita e mostrava na Lua o Senhor São Jorge, com a espada, defendendo a jovem que o Dragão tentara arrebatar, mostrando ainda o Cavalo do Santo...(....). Era voz corrente que " a cacimba de D. Mariquinha não secou durante a Sêca, porquanto a água era de graça para todos" (...).


A cacimba dessa foto(do
google-Miranda)) não é a do "Sítio Hospitalar" de Dona Mariquinha. Recentemente f'ui, à Rua 25 de Março, na casa de nº 681, porquanto meu pai, em escritos datados de 1971, afirma que a referida cacimba  ficara lá, ao serem construidas casas, onde era o sítio.  Na época, 1971, a casa pertencia ao senhor Messias Gonçalves. Meu pai lá estivera e vira a "famosa" cacimba. Hoje, porém, lá funciona a Editora Folha do Ceará. Ao indagar sobre a cacimba, informaram-me que ela fora aterrada...
                              Fundo do quintal da casa nº 681 da Rua 25 de
                                            Março. Neste local, ficava a Cacimba da Dona
                                            Mariquinha, que resistiu, e existiu até1971...
                                      
Para não me "frustar", totalmente, fotografei o fundo do quintal
da casa 681da Rua 25 de Março....um" pedacinho", do que outrora
fora o Sítio Hospitalar de Dona Mariquinha, cuja cacimba não secou, na Grande Seca de 1877 a 1879:" a água, era de graça, para todos..."




                                           *******










Estou indo, ..............................................mas volto, um abraço!

64 comentários:

  1. Oi, L´cia. Mais uma vez tenho o privilégio de me deleitar com seu texto. Adoro, eu viajo neles. Como a água da cacimba da Dona Mariquinha, suas palavras não acabam, porque são de graça para todos.

    Abraços.

    Nidia

    ResponderExcluir
  2. Aterraram a cacimba...que pena. Um abraço, Yayá.

    ResponderExcluir
  3. Lucinha, minha irmã brasileira
    A mim não causou espanto essa da bisavó, trisavó.
    Tenho muito disso na família. Meu trisavô e bisavô casou com duas sobrinhas, uma depois da outra. Cada uma das filhas se casou e teve uma filha. A da mais velha, veio a ser a mãe da minha avó paterna. A mais nova, minha avó materna. Portanto, as minhas avós eram tia e sobrinha. Aí, meus pais casaram. Minha mãe era prima direita da sogra e segunda prima do marido.
    Espero que tenhas percebido esta embrulhada.
    Quanto ao resto, delicioso como sempre. As fotos antigas encantam-me. Tenho muitas.
    Já viste bem, a série de coincidências que nos ligam?
    Histórias complicadas de famílias, as nossas.
    Beijinho
    Maria

    ResponderExcluir
  4. Adoro essas fotos antigas e a tua saga continua a n0os mostrar fatos lindos.Vamos indo, acompanhando!beijs,lindo dia!chica

    ResponderExcluir
  5. Nidia, quanta poesia e delicadeza em seu comentário.As palavras, são mesmo inesgotáveis,
    de graça,e ainda tenho muito a contar...Obrigada, amiga.
    Beijos

    ResponderExcluir
  6. Sentí muita pena, Yaiá. Pudesse eu comprar
    aquela casa, mandava desaterrar...rsrs
    Um abraço

    ResponderExcluir
  7. Somos mesmo irmãs,lusa Maria, muito querida!
    Entendi toda a sua "embrulhada"...até porque o
    "embrulho" existe também no meu lado materno.
    Naquela época era assim,aí e cá...
    As coincidências em nossas vidas, são inúmeras,
    porisso somos fraternas.
    Beijinhos

    ResponderExcluir
  8. chica, minha joaninha linda, gratíssima
    por sua assiduidade, em sentar nessa nossa
    Cadeirinha e apreciar minhas histórias...
    Belo dia, com beijinhos
    Lúcia

    ResponderExcluir
  9. Lúcia que história...viajei no tempo agora.
    E a cacimba foi até 1971, quando nasci.
    Boa tarde
    Xeros

    ResponderExcluir
  10. Que bela história!
    Mas o que se esperar de um país que não dá valor a cultura?
    Aterraram cacimbas, poços, quase exterminaram os índios, desabaram casarões, extinguiram fazendas e por aí vai...
    Parabéns pela excelente recordação familiar.
    Beijos!

    ResponderExcluir
  11. Veja, amiga, como a história se interliga. Foi motivado por uma seca, não essa a que te referes, mas uma por volta de 1780, que migrou para o sul, vindo do Ceará, José Pinto Martins, e aqui construiu a primeira charqueada em escala maior que as tradicionais charqueadas artesanais. E o declínio das charqueadas foi uma das causas da Revolução Farroupilha. Então dá para afirmar que, de certo modo, o Ceará interferiu na História do Rio Grande do Sul.

    Bela história, amiga. Mas para entender o parentesco, vou criar uma tabelinha no Excel... rsssss...

    ResponderExcluir
  12. ...e deve ter nascido linda, em Olinda, Ana Karla, em 1971. Naquele sítio, também, morava minha bisa Ana, que é tetravó de uma Karla, minha sobrinha.Que bom, que viajou...virão mais viagens.
    Obrigada, amiga, beijinhos...

    ResponderExcluir
  13. Obrigada, Gilberto
    É verdade, não se valoriza a cultura, não
    se valoriza o patrimônio tão rico que temos.
    Vemos uma ação aqui, outra bem distante...Vai-se
    destruindo, pouquíssimo se preserva. Eu estou fazendo a minha parte, naquilo que apraz. Não tenho ingerência no que é público, senão creio que faria muito. É uma pena perder-se tantos tesouros.
    Um beijo, amigo carioca
    Lúcia

    ResponderExcluir
  14. Clóvis, Quasímodo(rs), essa interligação, Norte-Sul, me encanta,nos encanta...Como pode,uma seca
    ser a causadora de tantas Maravilhas.Acho que é "Lei da Compensação"...seria? Lí, na sua Torre, sobre Pinto Martins e as Charqueadas.Pertinente, a sua dedução: "o Ceará, de certo modo, interferiu na história do Rio Grande do Sul"...Partindo daí, digo-lhe, que a nossa amizade vem de séculos...!

    Quanto à tabelinha no Excel...é bom fazer, é complicado esse parentesco...minha mãe era prima da mãe e sobrinha do próprio pai (em 2º grau...),o pai de minha avó, era meu bisavô e tio-avô (pois era irmão do marido de minha avó, que por sua vez, era meu avô e tio-bisavô....Vou fazer um estudo sobre esses múltiplos parentescos com uma mesma pessoa...Você, me INSPIROU,amigo...
    Beijos

    ResponderExcluir
  15. Olá Lúcia,

    Sou paraibano de nascimento (Catolé do Rocha), mas tenho Mossoró como minha segunda casa, pois aqui constitui família. Gostei das palavras carinhosas. Fique a vontade para fazer qualquer comentário no "Amantes de Clio". Quanto ao seu blog estarei, sempre, vendo Da Cadeirinha de Arruar a memória da história social do Ceará.

    Um fraternal abraço,

    Prof. Lima Júnior

    ResponderExcluir
  16. Que curioso!
    Estas histórias de família sempre me conquistaram e fascinaram.

    Confesso que, a certa altura, estava um pouco baralhado.

    É fantástico como a nossa história e dos nossos antepassados acaba por nos tornar também naquilo que hoje somos.

    Bjs

    http://www.rabiscosincertossaltoemceuaberto.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  17. Adorei o que aqui li e fiquei comparando o que se passava em Portugal nos meus tempos de criança; havia muitos casamentos entre sobrinhos e tios e também muita dessa solidariedade retratada com a história da cacimba que nunca secou; nas aldeias de antigamente o que um tinha, todos tinha; infelizmente hoje isso já é muito raro; mas, o que mais me impressionou foi o respeito pelos mortos mais queridos que se notava nessa altura a ponto do Mestre João ter carregado para o Brasil as ossadas da sua 1ª mulher. Muito bonito, isso! Hoje respeit-se pouco os vivos...como vão respeitar os mortos? Um grande beijinho e até breve, amiga. Obrigada pela partilha de tão interessantes factos.
    Emília

    ResponderExcluir
  18. Lucia
    Passei hoje uma manhã muito agradável lendo seu blog,conhecendo sua história, suas buscas e grandes achados. Tenho tambeém em minha família a união de dois primos de sangue que eram os pais da minha avó materna. Sempre que leeio o seu blog, saio cheia de inspiração e com vontade de buscar mais histórias familiares...
    deliciosa sua forma de escrever. Bjs

    ResponderExcluir
  19. Quantas vezes estamos tristes, desmotivados, meio perdidos ou até estamos passando por algum período de muito sofrimento. Coisas assim acontecem com todos, mas tenho algo a dizer para você. Não desista.Peça ajuda a Deus para que lhe guie e de sabedoria, porque Ele pode te ajudar quando você estiver triste e desmotivado. Peça a Ele para te dar mais força para você agüentar esse período difícil e para que não desista. Vamos, sei que você consegue. Fale com Ele.Estou em mudança em busca de meus sonhos vou ficar um tempo afastada mas volto logo. Deus abençõe vc bj no coração!

    ResponderExcluir
  20. Lúciamiga

    Deixa de fazer queixinhas em seara alheia, neste caso é mais blogue alheio, ainda por cima com nora e alcatruzes. És uma choramingas, de tal sorte que nem sei como o Goês te atura.

    Mas, o tipo tem garantido o reino dos céus, na nuvem mesmo chegadinha ao trono celestial, tanto sofre o santo homem. Aliás, como me acontece e ao São João, esposo amantíssimo da supracitada alcatruzeira e Artista emérito.

    Face a tal remexido, acabei de fazer proposta às autoridades cívicas e ortopédicas (trata-se de verdadeiras agressões a pernetas diversos) para constituir a M.E.R.D.A., ou seja a Merecida e Emblemática Reunião dos Dedicados e Atribulados. Aguardo deferimento.

    E desde já me elegi por unanimidade para Presidente Director-Geral, Administrador e Tesoureiro dela. Não quero aplausos; cessem as palmas, os vivas e similares.

    Desabafei. Vou agora registar em acta, mais um extraordinário trabalho sobre a Família Paiva Oliveira que, pasme-se, até cacimba tinha de seu nome Insolentíssima Senhora Dona Mariquinha. É obra.

    Pelas linhas e fotos do artigo pode-se acompanhar essa saga que é um espanto. Há gente assim, não muita, mas há. Render-lhe preito e menagem é bonito. E fazê-lo como tu o fazes mais bonito ainda é. Muito obrigado.

    Abs & xeros da Kel & qjs

    ResponderExcluir
  21. Apesar do aterro da cacimba, vale muito a pena esse resgate histórico e cartográfico que seu blog generosamente registra e nos presenteia. Bjkas com muito carinho!

    ResponderExcluir
  22. Linda historia, me senti um nada, (sem historia) pois não conheci nenhuma das minha avos. Beijos

    ResponderExcluir
  23. Oi, Lucia!

    Conheço tão pouco da história da minha família. Acho fantástico este trabalho que você está fazendo, este resgate. É impressionante a riqueza de detalhes.
    Com certeza é muito instigante essa busca, não é?

    Um abraço, amiga e bfs
    Socorro Melo

    ResponderExcluir
  24. Prof. Lima Júnior,Mossoró, também se tornou minha casa, de tanto que vou lá e gosto. Obrigada, por ter vindo...sinta-se à vontade.
    Um abraço
    Lúcia

    ResponderExcluir
  25. São mesmo fascinantes, Rabisco, e a minha, no caso,embaralha rs...e, realmente somos como um espelho dos ascendentes...é o DNA, que antes tinha apenas o nome de hereditariedade...
    Volte sempre, beijos

    ResponderExcluir
  26. Nossas histórias de família se assemelham em tudo às portuguesas. A admiração que temos por nossos ascendentes, é imensa. Agora já não tanta.Dou muita importância a tudo que relato, por isso é imenso o prazer que tenho em compartilhar.
    Obrigada, Emília
    Beijinhos

    ResponderExcluir
  27. Clívia, querida, obrigada pelas palavras. Aproveite a inspiração e conte para nós fatos
    de sua família. Com certeza vai agradar, leio e gosto muito do que voce escreve.
    Beijinhos

    ResponderExcluir
  28. Obrigada, Valquiria, pela mensagem.
    Um abraço

    ResponderExcluir
  29. Ferreiramigo, foi vc, 1º, que andou lá pelos Alcatruzes da querida Mariamiga, a perguntar por eu, quando mais prático seria vir aqui, apreciar um pouco da SAGA. Qnto à M.E.R.D.A , conheço bem a que era jogada na gente de TEATRO, lá nos idos teatros gregos, pois não? ow portuga...Hoje, é o cumprimento principal nas apoteoses...Por mim vc tá eleito Presidente...pois adora uns louros, né não?
    Quando sair o deferimento,manda um pombo-correio contar, OK?

    Xêro na Kel e nin tu...brigada, p'los qjs.

    ResponderExcluir
  30. Lena, obrigada, pelos elogios...vale mesmo, à pena, o aterro,é imperdoável, a cacimba era histórica. Beijinhos

    ResponderExcluir
  31. Olá, Amélia, conhecer mesmo,só conheci a avó materna e a paterna, daí pra trás conheço-os pelas histórias e algumas fotos.
    Obrigada, por ter vindo.
    Em breve irei ao Entrevidas.
    Beijos

    ResponderExcluir
  32. Oi, Socorro, é mais que instigante,amiga, essa
    busca e o decifrar, do quebra-cabeça...Me fascina, me encanta, me faz feliz. Obrigada, pelas palavras.Gostoso fds,beijinhos!

    ResponderExcluir
  33. Esanta um pouco essa história de bisavó que é trisavó, mas quando se pensa no que era comum o casamento entre parentes o espanto cede lugar á curiosidade.
    Muita história em cada foto e escrita.
    Sempre fico triste quando vejo lugares que já carrgaram a história de muitas pessoas sumirem. Ainda bem que alguém guarda e conta as histórias de cada lugar importante, comovocê faz para preservar para os descendentes.
    Abraço e bom final de semana.

    ResponderExcluir
  34. Aprendi muita coisa sobre a nossa família. Como tinha artista, né? Na música, na pintura, na escultura... e escritores também. Tudo vai passando pra frente e renascendo sempre. É bom contar e recontar esses causos, esses causos reais. Faz a gente acreditar na continuidade da vida, no mesmo DNA de outrora pulsando agora, sempre, sempre e sempre... Um beijão! Carol.

    ResponderExcluir
  35. Clarice,esses parentescos duplos tenho do lado paterno e materno, tanto encanta como espanta.é mesmo curioso. Há muito o que contar, os fatos vão brotando, do baú,transformado em escrito. Gosto.
    Preciso passar adiante.
    Obrigada, bom final de semana.
    Beijinhos.

    ResponderExcluir
  36. É um eterno renascer, Carol. Você é uma prova disso. As Coisinhas Idiossincráticas, a cada postagem, mais me encantam.É inegável, o DNA! Quando leio seus textos, vejo seu pai, nas entrelinhas, vejo Oliveira Paiva, vejo tantos...
    Beijinho, minha linda!
    Tia Lúcia.

    ResponderExcluir
  37. A água era santa na cacimba da Dona Mariquinha. Só podia ser... Que história gostosa e cheia de personagens saudosos! Meus parabéns pelo post!
    Um grande abraço!

    ResponderExcluir
  38. Olá, Adinalzir, não só a água...meu pai se referia à avó, como a "minha santa avozinha", portanto, aquele "sítio hospitalar" era bem um "santuário" rs...Obrigada, professor,pelas gentis palavras.
    Forte abraço!

    ResponderExcluir
  39. Lucia, obrigada pela visita. Q responsabilidade ser da família do Dr. Bezerra, alguém muito reverenciado e respeitado dentro da doutrina.
    Quanto ao q vc falou sobre a mágoa, o q o espiritismo tem de magnífico é q ajuda-nos a eliminar nossas culpas, através de explicações q nos levam a modificarmos nossa forma de ver os problemas e nos relacionar com os outros. Muita paz!

    ResponderExcluir
  40. Denise, a leitura das suas postagens já nos proporcionam paz. É mesmo magnífico o que é explicado pelo espiritismo quanto às nossas culpas, sua forma de explicar os sentimentos humanos. Sinto-me mesmo responsável, por ser
    sobrinha-bisneta deste homem tão singular, a quem muito respeito. Obrigada, por estar aqui.
    Muita paz!

    ResponderExcluir
  41. Lúcia querida,bebo as suas palavras, como as águas da cacimba bebiam os retirantes(os retirantes as bebiam e não o contrário,como ficou parecendo)
    Quanto ao casamento entre tio e sobrinha,em minha família também ocorreu:meu bisavô,após a morte de minha bisavó,também se casou com a sua sobrinha e teve com ela mais dois filhos,gerando parentescos estranhos que ninguém consegue explicar direito.
    Minha amiga,obrigada pelas carinhosas palavras em meu blog,sua visita muito me alegra.
    Bjssss carinhosos,
    Leninha

    ResponderExcluir
  42. Lúcia querida, é uma riqueza enorme esse legado de fotos e histórias que você resgata e monta o seu arquivo de memórias da sua família, lindo demais, fiquei pensando aqui onde teria parado o meu, meio fragmentado, se perdeu por aí, acho super importante esse resgate e o cuidado com essas memórias de família, admirável, parabéns, beijos querida.ótimo finalzinho de semana.

    ResponderExcluir
  43. Lucia
    Qie pena que meu tio Tonho não conseguiu a ligação entre os nosso paivas. Mas tenho certeza que somos parentes em algum desvio porque como dizia meu pai. Os Ferreira: Aguiar Paiva adoram parentesco e procura-los é um habito.
    Pena ele não estar por aqui para te descobrir.
    com carinho Monica


    Minha tia de araxá está aqui em casa por causa das angioplastias que fez.
    Seu filho não pode vim então vou quinta feira para araxa de companhia. e vou ficar por uma semana por lá.
    Minhas tia paternas são um máximo, não?. Adoro cada uma delas.

    ResponderExcluir
  44. Leninha, amiga, que bom que minhas palavras podem saciar a tua sede...rs....Pois é, naquele tempo era mesmo comum casamentos com parentes bem próximos, por coincidência, ou não, as famílias eram mais unidas.Quanto ir ao seu Sonhos e Encantos é um imenso prazer. Obrigada, pelas palavras.Beijinhos !

    ResponderExcluir
  45. Eva,querida, sinto mesmo como uma riqueza esse legado que recebi de meus ascendentes.É imenso o prazer que tenho, no resgatar dessa história familiar. Fico grata, pelas sua delicadas palavras, pelo incentivo para eu prosseguir...
    Boa semana
    Beijinhos

    ResponderExcluir
  46. Moniquinha, prima querida, saiba que tudo que é Paiva, que vou conhecendo,se tornam meus primos,
    a gente também pode adotar uma prima,não pode? rs
    Adoro ler seus relatos de passeios, das cidades, da família.Por isso estou sempre indo à sua casa tão hospitaleira, de boa mineira, uái!
    Boa semana
    Beijos

    ResponderExcluir
  47. Quantas saudades desta Cadeirinha de Arruar! E vejo que muita gente nela se instalou, na minha ausência, para se deliciar com estes maravilhosos textos sobre a Família Paiva Oliveira.
    Era corrente, também por cá, a 'confusão' nas famílias quanto a parentescos por causa das ligações entrecruzadas. Tive muita pena pela não preservação da cacimba da Dona Mariquinha.

    Voltarei para continuar a ler, desta feita, os textos anteriores.

    Beijos

    Olinda

    ResponderExcluir
  48. Olinda retornou, que bom, também estava com saudades de você.É, somos mesmos dois povos irmãos em tudo. São pouquíssimas, as diferenças, um "tiquinho" no falar e outro tanto no clima.Na política, não se fala...rs...O lamento único é mesmo o aterramento da cacimba da bisa. Nada a fazer.
    Volte, amiga querida,será sempre muito bem acolhida.
    Beijinhos
    Lúcia

    ResponderExcluir
  49. Minha Querida Lúcia:
    Imagino a emoção é o enleio que a vão inundando enquanto escreve sobre os seus. Fico enternecida com esta sua iniciativa de perpetuar a vida daqueles que, no alto dos céus, fazem tudo para eliminar os escolhos do seu caminho. Ah, minha Amiga, essa palavra "SAUDADE", com um gosto simultaneamente amargo e doce...
    Um grande abraço, Querida, e fique bem.

    ResponderExcluir
  50. Isabel, querida amiga, até parece que combinaram o retorno à Cadeirinha, você e Olinda rs...Sei, que estavam de férias! Prazer enorme, tê-la aqui,,também. Você sabe bem o que são esses sentimentos que nos inundam, neste misto de "amargo e doce" da saudade. Mas quem não gostaria de ser perpetuado? Acho que os meus gostam que eu os traga, numa boa e saudável lembrança...
    Obrigada, querida
    Beijinhos

    ResponderExcluir
  51. Lúcia,
    que bom encontrar você aqui no meu espaço, uma nova amiga é sempre bem-vinda. Você nem imagina o quanto me deliciei lendo a sua história de vida. Graças a Deus que temos histórias para contar, nossa família , nossas raízes. São esses sentimentos que nos alimentam e aquecem nossos dias. Histórias de famílias numerosas, generosas e sempre prontas a acolher mais alguém se preciso fosse. Como minha avó dizia: " onde come um, comem dois". E muitos mais,pois lembro-me da nossa casa na hora das refeições: quanta gente! Também muito bebi água de cacimba e quando o progresso chegou, muito carregamos água de pipa, trazida de uma bica pública. Adoro essas histórias de vida, de uma tempo em que éramos felizes. Tempo de amizades sinceras, de solidariedade, respeito.
    Desejo que você tenha uma noite muito feliz.
    Um grande abraço

    ResponderExcluir
  52. Olá Lúcia,
    Querida amiga, minhas viagens tem tirado-me dos comentários amigos, hoje estou tentando por em dia as visitas.
    Adoro pegar carona na sua saga e encantou-me de verdade a cacimba da Mariquinha, que não secou. Mas infelizmente foi aterrada.
    Meu abraço carinhoso,
    Dalinha

    ResponderExcluir
  53. Oi Lúcia,
    Adorei toda a história e a foto da bisavó. Pelo que a minha mãe contava, era muito comum estes "variados casamentos" na família.
    E também gostei da generosidade da Dona Mariquinha de ceder água, pois água deve ser dada de graça...pra fonte não secar!
    Beijocas.

    ResponderExcluir
  54. Obrigada, Zélia, então o se deliciar foi recíproco, de blog pra blog...rs
    Esta matéria sobre histórias de família
    é do mais gosto de narrar. Que bom que você
    conhece bem esse conviver com família grande
    e cheia de causos pra contar. A vida da época
    das cacimbas era mesmo bem diferente e muito
    feliz. o progresso trouxe "certos" confortos,
    mas outras certas coisas nos fazem falta, nos
    provoca saudades.
    Um grande abraço, amiga

    ResponderExcluir
  55. Querida Dalinha
    Sei de sua vida de artista,Cordelista que é
    está sempre às voltas com eventos no maravilhoso
    mundo do Cordel. Mesmo com a sua ausência tenho
    ido em busca da suas lindas poesias.
    Obrigada, por vir e me dizer tão gentis palavras.
    Volte sempre
    Beijinhos

    ResponderExcluir
  56. Estela, querida
    Acho minha bisavó linda, sou uma bisneta coruja.
    Pena, que só tenho essa foto dela. Era muito comum
    esses casamentos dentro da parentela.Tenho dos dois lados: minhas duas avós, foram casadas com tios, daí essa confusão em escala...
    Obrigada, amiga.
    Xêro

    ResponderExcluir
  57. Obrigado, mestra, pelo comentário.Forte abraço!

    ResponderExcluir
  58. Lucia... que história heim...
    a sua escrita impecável..

    Estava com saudades..

    Beijo...

    ResponderExcluir
  59. Suas charges são incríveis, Josú,
    que perfeição! Adoro, o seu talento!
    Abraço!

    ResponderExcluir
  60. Oi,MA
    ...minha história, é "meia" espantosa,
    quanto à escrita, aparecem alguns "pecados" rs
    Também tava, com saudades suas!
    Beijinhos

    ResponderExcluir
  61. Lúcia querida,fiquei uns dias sem aparecer pois minha cachorrinha esteve doente,mas tô de volta...vim matar mais um pouco da minha sede de suas tão belas histórias...não me canso de ler e reler e viajar ao passado através de seus escritos.
    Obrigada pela visita.Estou adiantando a primavera,minha estação predileta.
    Bjsssssss carinhosos,
    Leninha

    ResponderExcluir
  62. Olá Lucia parabens pelo descontraido blog ele e realmente muito alegre,agora o que me chamou atenção foi este papo de agua de calcinhas e realmente muito enteresante eu nunca tinha ouvido falar isto visite meu blog você vai gostar e comente se quiser

    ResponderExcluir
  63. Oi, Alcides, parece que estás a precisar de óculos...estás a confundir as fontes de água...

    ResponderExcluir