sábado, 28 de maio de 2011

CÂMARA CASCUDO : carta ao meu PAI

(IN) SAGA DE UMA FAMÍLIA
Luis da CÂMARA CASCUDO(1898-1986), um
dos mais respeitados pesquisadores do folclore e
da etnografia , no Brasil. Na foto (google) , Câmara
Cascudo, em uma de suas viagens à África...
Luis da CÂMARA CASCUDO, nasceu e faleceu em Natal,
no Rio Grande do Norte. Historiador, pesquisador, profundo
conhecedor de toda a história de seu Estado.Maior
folclorista de todos os tempos. Sua bibliografia é vastíssima.
(Foto : google)

Casa em que viveu Luis da CÂMARA CASCUDO, em
Natal - Rio Grande do Norte.
(Foto: google)

Darei início, hoje, a uma série, que eu"batizo"  de  SAGA DE UMA FAMÍLA. De meu pai, possuo muitos escritos em que êle narra
fatos passados na famíla, até bem antes de êle nascer, contados
por seus avós, pais e tios...Além desses escritos, há também
documentos, que enriquecem e complementam todo o acervo que
êle nos legou. Para mim, um dos documento mais importantes, do 
acervo, é uma CARTA, endereçada a êle pelo grande mestre do
folclore brasileiro : Luis da CÂMARA CASCUDO.
Essa carta, é uma resposta a uma carta, escrita por meu
pai,  que veio esclarecer os fatos que ocorreram em 1842, como também indicar, com precisão, a região onde se localizava o Engenho Tamatanduba, no Rio Grande do Norte, de onde emigrara, para o Ceará, a Família Paiva, após o assassinato do seu patriarca,Vicente Ferreira de Paiva.  
Vou iniciar a série, transcrevendo a carta, de Câmara Cascudo,
porquanto, sem ela, eu não teria tido elementos norteadores, para
recuperar os dados necessários, para concluir o enredo  total
da saga vivenciada pela famlia...do cenário, onde ocorrera  o embate, que culminara com um assassinato, forçando a "fuga" de meus ascendentes...Eles temiam, nova emboscada...

Universidade do Rio Grande do Norte
Faculdade de Filosofia
Natal - Em 19 de junho de 1962
377, Av. Junqueira Alves

Prezado Sr. José Joaquim de Oliveira Paiva
Cordiais saudações

Muito grato pela sua carta de 31 de maio passado, tão viva de notícias genealógicas e fatos sugestivos para a nossa recordação nordestina.
André Cunhaú, Brigadeiro "Dendê" Arcoverde, era André de Albuquerque Maranhão Arcoverde, nascido em em 1797 e morto por suicídio na madrugada de 26 de julho de 1857. Matou-se para não ser preso. Era filho do Tenente-Coronel José Inácio de Albuquerque Maranhão e sua mulher Luiza Maria de Albuquerque Maranhão., sobrinha de André de Albuquerque Maranhão, também conhecido por "André Cunhaú", sua propriedade, e chefe da Revolução de 1817, no Rio Grande do Norte.
O Brigadeiro Dendê Arcoverde, foi latifundiário, poderoso, potentado, atrabiliário, turbulento, cercado de escoltas dedicadas e de amasias, deputado provincial, acusado de mais crimes que de dias, em sua tumultuosa existência. Figura sugestiva da autocracia rural, senhoril, faustosa, dominadora.
Tamatanduba, fica no minicípio de Canguaretama, como também Cunhaú, limítrofe com a Paraiba e não com o Ceará.
Ainda encontrei a tradição local da espantosa luta entre entre Dendê e um professor que diziam chamar-se Antônio Pereira de Brito Paiva, realmente filho do assassinado Vicente Ferreira de Paiva, como sua carta elucida em definitivo. Eram ambos destemidos e obstinados nos encontros armados. Não consegui apurar o tíulo de Brigadeiro. O General Sombra procurou debalde nos arquivos militares do Rio de Janeiro. Na espécie é quanto lhe posso informar. Disponha muito cordialmente do servidor.
               (ass.) Luis da Câmara Cascudo

                                                  *******

NOTA: Durante anos, "persegui" a ideia de ir ao Rio Grande do Norte, localizar o Engenho Tamatanduba e o Engenho do Cunhaú.  Em março de 2007, consegui realizar meu intento...ufa!
Agora, com todo o "enredo" da saga da Família Paiva, relatarei, aqui, toda a história, em capítulos , com alternâncias de postagens. Iniciei esta "saga" com a carta de Câmara Cascudo, por ela me ter fornecido os elementos que faltavam, à conclusão da história. Inicio, portanto, da atualidade, ou melhor, do cenário atual do local do drama, que levou uma  família a emigrar, para o Ceará, há 169 anos...

Igreja, em ruinas, no Engenho Tamatanduba,RN
Outras fotos, irão ilustrar a postagem do próximo
capítulo : LADEIRA DO SUSPIRO
(IN) SAGA DE UM FAMÍLIA(II)
( Foto de 2007 -  Lúcia Paiva)







Estou encerrando, por hoje.......................eu volto, um abraço!





segunda-feira, 23 de maio de 2011

Concurso / Passa -Tempo, na TRAVESSA do FERREIRA : Ganhei ! ! !

TESTANDO, MEUS CONHECIMENTOS...

você chega à esta cena, portuguesa, com certeza...pois, pois....
Este,nada mais é que o extraordinário blog do querido Ferreiramigo.
O mais importante, disso tudo, é que ganhei um livro, no
concurso que êle promoveu em seu blog. Vejam , a seguir...
(Foto "salva" do blog, sem o dono saber)

Capa do livro A Tragédia da Rua das
Flores, de Eça de Queiroz.
(Foto do google)

O Concurso / Passa-Tempo, proposto por Henrique ANTUNES
FERREIRA, há uns 15 dias, era responder à pergunta a seguir :
- "Quem foi um grande escritor Português que teve uma obra
publicada postumamente, cem anos depois de ter sido  escrita?
E como se chamou o livro?"...Pelas regras, os 10
primeiros a responderem, dentro de um prazo estipulado,
ganharia um livro, oferecido, é claro, pelo dono do blog.
Entrei, na jogada, e acertei : Resposta: O escritor português é
Eça de Queiroz e a obra é A Tragédia da Rua das Flores.
*******
NOTA: ontem, fui notificada, pelo dono do blog, a quem
trato de Ferreiramigo, até porque, êle me chama de Luciamiga,
que eu estava entre os 10 agraciados pelo concurso.
Aqui, convido os amigos a acessarem a Travessa do Ferreira,
cujo link repito aqui, porquanto, lhes garanto, estarão seguindo
um dos melhores blog's de além mar....
Deixo aqui, meu muito obrigada ao Ferreiramigo, enviando
cheiros para a  Raquel, sua dileta esposa, e meu cheiro
especial, para este tão querido amigo...





Estou indo..........................mas logo volto, um abraço!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

ALFAZEMA, no PORTA-INCENSO, perfumando : MANDRIÕES, CUEIROS, MANTAS, CAMISINHAS de PAGÃO...

...e o aroma, no ar...                                           

Porta-incenso, de cobre, que pertenceu à avó de minha
mãe. Vinha sendo utilizado para incensar  os
enxovais dos filhos que iam nascendo...
(Foto: Lúcia Paiva)

Dentro do incensador eram coloadas brasas de carvão
e, em seguida, incenso de alfazema. Punha-se a tampa,
pendurando-se as peças do enxoval, uma à uma, sobre
a fumaça perfumada que ia saindo pelos orifícios...
(Foto: Lúcia Paiva)

Sendo eu, a caçula da família, vale registrar que, depois
do enxoval feito para mim, por minha tia Carmelita, este
PORTA- INCENSO, não foi mais utilizado, no
nascimento de bebês das duas gerações depois
da minha...(Foto : Lúcia Paiva)

Esta foto, de um porta-incenso
de latão e cobre, foi "salva"
 do Incenso do Mundo, no
mercado livre da internet...
É chamado, Roda de Oração
tibetana de mesa...


Porta- incenso para vareta. Este é mais comum, muito
utilizado hoje, para perfumar o ambiente, com as mais
variadas essências. No entanto, quem aprecia, precisa
ter muito cuidado com a procdência dos incensos.
Existem incensos extremamente tóxicos...
(Foto "salva" da loja virtual Insenso do Mundo)






Este incensário, me  parece, é  de porcelana,
seu uso deve ser semelhante ao de cobre,
que pertenceu à minha bisavó.
(Foto da loja virtual Incenso do Mundo.)

Depois dos incensários, peças de enxoval.
Começando por um um lindo mandrião...
Os seis filhos de Dona Mazé, minha mãe,
usaram mandrião, semelhante a este,
bordado à mão, com bastidor e dedal,
por nossa querida tia Carmelita...
(Foto do blog Neuza Enxovais)

"Kit" completo, para batizado: Mandrião (lindo!),
touca, sapatinhos e manta.
(Foto: irona baby)

Cueiro, tradicioalmente bordado, com entre-meios
e fitilhos. Foto "salva" no mercado livre...

Esta foto, com bebê  "embrulhado"
em cueiro, foi "salva" de loja virtual...


Manta, lindamente bordada. Foto do Pontinho do Bebê.

Camisinha de pagão, com calça, do blog
Pontinho do Bebê...

Meia dúzia de camisinhas de pagão, lindas, do
blog da Vó Léa...

Deixei por último, a foto das duas mais novas
descendentes da nossa família: à sua esquerda
Yandra e à direita Ingrid. Ambas, irmãs, são
as bisnetas mais novas da Dona Mazé.
Ingrid, já fez 1 ano, Yandra ,9 anos...
(Foto de Mária Paiva, tia das meninas)

Desde sempre, o porta-incenso de cobre, que hoje trouxe à
mostra, permaneceu em nossa casa, ficando em cima de
algum móvel da sala. Eu o acho muito bonito. Entanto, não
me lembro de que êle tenha sido utilizado durante todos aqueles
anos em que eu ainda morava com os meus pais. Ouvia minha mãe
contar, vez por outra, sobre o "ritual" em que as peças do
enxoval, dos seis filhos que ela teve, eram incensadas, sempre,
com o aroma de alfazema....
-" As camisinhas de pagão, os cueiros e tudo que vocês iam
usando, durante o primeiro mês de vida, eram perfumados com
incenso de alfazema"...dizia mamãe, inúmeras vezes...

É bem verdade, os costumes vão mudando, vão acabando...
mas, ultimamente, tenho verificado que o uso dos incensos vem
se disseminando, consideravelmente. O acesso à internet,
oportuniza o conhecimento dos milenares costumes orientais,
mais do que antes, quando eram divulgados pelos pelos livros.
Quando pensei em fazer essa matéria, tinha apenas o meu
porta-incenso, que pertencera à minha bisavó materna, passado
às gerações seguintes, e a cerimônia do "Enxoval Inscensado",
transmitido por minha mãe, aos filhos. Antes de iniciar
a postagem, fiz uma ligeira pesquisa constatando  que, o "mundo
dos incensos", é imensurável...haja informação!
Para usar também um pouco de ilustração, para o tema, fui
em busca de peças de enxovais, semelhantes ao que minha geração
usou, quando recém-nascida...aí, o "mundo dos enxovais", creio,
é ainda maior....se é!
Para "arrematar", essa minha lembrança que tem "cheiro" de
alfazema, que, por si só, já remete à criança novinha, devo
informar que, Dona Mazé fez ,a "cerimônia do incenso," dentro
de um período  de,  aproximadamente, 10 anos...
Senão, vejamos: mamãe casou-se com o papai em 1931. Já em
1932, nascia o 1º filho. Em 1934, o 2º filho, em 1936 o 3º filho,
em 1938 o 4º filho (menina), em 1941...(ih! seria 1940,
mas houve alguma falha, no "cálculo" planejado)....como eu
ia dizendo...em 1941,o 5º filho (menina) e em 1942...(o casal
"acertou" o ritmo)...nasceu o 6º filho (menina: Eu).
Não havendo "permissão", pela igreja, para usarem contraceptivos, mamãe sempre se valeu da "tabela", ou
método, de Ogino-Knaus...
Até que deu tudo certinho: os 3 meninos e depois as 3 meninas.
O único "lapso", vocês viram, foi em 1940...mas, há de se
convir,  que nem tudo é perfeito....estava em plena 2ª Guerra...
Só sei que Dona Mazé e Seu Paivinha, foram felizes para sempre...
Será, que o porta-incenso, com o aroma de alfazema,
teria interferido na vida feliz em família?... Dizem, que tira
"mau olhado", relaxa...Sei, não!

********


NOTA: Hoje, 18 de maio de 2011, o blog Da Cadeirinha de Arruar,
completa 3 meses, pouco mais de um "recém-nascido"...
Quero aproveitar, este "mote", agradecendo às pessoas
que o prestigiam, amigos antigos e novos, leitores, que
fazem os seus comentários, ou não, que deixam aqui suas
demonstrações de sincera amizade e carinho...



Já vou saindo................mas eu volto, um cheiro!














sábado, 14 de maio de 2011

À procura de BORDADO, DEDAL.. (RE)encontrei REJANE PAIVA

BORDADO, DEDAL, BASTIDOR...                                  



Esta foto,"salvei" do blog  Flores no Jardim .
A Designer de Bordado, Lee Albrecht o
denominou de  "Meus Tesouros"...

Esta foto, é do blog Flores no Jardim de
Lee Albrecht, idealizadora da primeira
Escola de Bordados do Brasil

Esta, é a habilidosa mão de Rejane Paiva,
do blog No Rastro do Caracol...tendo, no dedo
médio, um dedal semelhante ao meu...
Encontrar uma "xará" de minha prima, me deixou
emocionada.Estou seguindo o blog da Rejane Paiva
- No Rastro do Caracol. Pedí-lhe autorização, para
usar as fotos, mostrando como se utiliza um DEDAL.


Para quem não tem "afinidades" com dedais, este
é usado para quem possui  unhas longas..."bem bolado"!

Vejam, que graça, este estojo. O google me levou
a este belo estojo, que "salvei", no ato....

Coleção de belos dedais, de porcelana, do blog de
Lee Albrecht > Flores no Jardim. São dedais de
de vários países. Um encanto!



Pingente, feito com dedal e alfinetes, do
blog Laraja Limão. O dedal que tenho,
que foi da tia Carmelita, brilha assim,
quando lustrado...Pretendo fazer  um
um pingente como este....-Um mimo!

Deixei, para o final da sequência de fotos, o DEDAL
que pertenceu à minha tia CARMELITA. Além deste,
haviam muitos outros, que se perderam no  tem.po....

O dedal da tia Carmelita, que guardo com um imenso
carinho. É de cobre e, quando lustrado, fica  dourado,
brilhante..Por descuido, não o lustrei, antes da foto...

Uma ideia fixa, desde a semana passada, vinha me motivando
a escrever sobre o único dedal que restou, de uma razoável
coleção que havia em nossa casa. Parte dela, pertencera à
minha tia Carmelita (1896-1951), que foi a única irmã de meu
pai. Tia Carmelita, foi exímia bordadeira, além saber dedilhar bem
 o seu piano. Ou seja, possuia  mãos muito delicadas,  para bordar
tão bem, verdadeira fada...! Como não se casou, sobrava-lhe muito
tempo para se dedicar ao bordado e ao piano. Não tendo filhos,
bordou todo o enxoval dos seis filhos da Dona Mazé, sua
única cunhada...e minha querida mãe...
Lembro-me que, até há bem pouco tempo, ainda se via peças,
bordadas, por minha tia, em nossa casa. É possível, que em casa
de algum sobrinho, sobrinho-neto, ou sobrinho-bisneto, ainda
"sobrevivam" algumas dessas peças, a enfeitar alguns móveis, ou,
no fundo de um "baú de cedro"...

Como possuo apenas um dedal, o que restou, dos dedais da
tia Carmelita, resolvi procurar, na internet, "boas companhias",
para o solitário e lindo objeto de cobre...

Logo de primeira, o "amigo google" me levou ao blog 
"No Rastro do Caracol"....Procurei a proprietária, da casa,
e tomei um emocionante  susto: Rejane Paiva... De imediato,
veio a imagem de minha amada e inesquecível prima de
mesmo nome: Rejane Paiva (1941-2008).
Igualmente à minha tia Carmelita, Rejane também não se
casou. Dedicou, 45 anos de sua preciosa vida, à Medicina, como
Pediatra. Foi uma das pessoas mais generosas, com quem  convivi,
quase toda a sua vida. Nunca montou consultório particular, sendo
servidora pública, como Médica Pediatra, em dois hospitais de
Fortaleza. Já se encontrava aposentada, de um dos dois empregos, quando se findou... 
A emoção maior, ao encontrar a outra Rejane Paiva, foi a coincidência do mês : MAIO...
Há exatos três anos, recebi o último telefonema da prima :
- "Oi, Rejane, tudo bem?"... - "Não, Lucinha, estou com câncer"...Sua voz, muito triste, era, porém, de total conformação...
Sabia, me pareceu, que não haveria "volta"....
Rejane, a Dra. Rejane, carinhosamente chamada assim, até por seus
colegas e amigos, aguardou, seu último dia, até setembro chegar...
Foram quatro meses, de resignada espera...pelo "último suspiro "...

*******

Dedico, à tia Carmelita e à prima Rejane, esta postagem. Para
mim, foram modelos  de gente abnegada, de total dedicação 
à família e a todos que com elas conviveram. Poderia até dizer,
sem medo de errar, que as dua viveram santificadamente...
A primeira nasceu no século XIX e morreu no século XX,
a segunda, nasceu no século XX e morreu no século XXI, ou seja,
em épocas diferentes, mas com  posturas semelhantes...


NOTA:  Maria Carmelita de Oliveira Paiva, era tia-avó,
duplamente,  de Rejane Muzzio de Oliveira Paiva. 
O pai e a mãe de Rejane, sendo primos, entre si, eram
sobrinhos de Carmelita. Deixaram muitas saudades, estas
duas generosas mulheres que, por "ironia do destino", não
deixaram descendentes...








Estou indo........................mas eu volto, um abraço! 






quinta-feira, 5 de maio de 2011

CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR : 187 anos depois... - I I

TEATRÓLOGO B. de Paiva X Oscar Niemeyer, 
ARQUITETO : O QUE TERÃO EM COMUM?

Teatrólogo B. de Paiva (José Maria Bezerra Paiva) nascido em
Fortaleza- Ceará, no dia 06 de novembro de 1932.  Foto do dia
em que se tornou membro do Instituto Histórico e Geográfico do
Distrito Federal, em 2010, ano em que Brasília , projetada pelo
Arquiteto Oscar Niemeyer, completava 50 anos de "vida"...
Arquiteto Oscar Niemeyer, nascido no Rio de Janeiro,
no dia 15 de dezembro de 1907. Criador, genial,
da cinquentenária Basilia - capital do
Brasil
(Foto "salva" na Wikipédia)
 Exército Imperial do Brasil, ataca as forças confederadas no Recife - 1824 
(Foto - pintura - "salva" na Wikipédia)

Para responder, à pergunta acima, trancreverei, a seguir,
trecho de uma biografia, organizada pelo escritor Luciano
Klein Filho :> "Bezerra de Menezes - Fatos e Documentos".
Com a leitura do referido trecho, os leitores conhecerão alguns
fatos que ficaram à margem da Confederação do Equador, ou seja, não foram registrados pela maioria dos historiadores que
trataram desse tema...
  
"Em Defesa do Avô                                        

Família eminentemente católica, conservadora e mantenedora
de suas tradições genealógicas, os Bezerra de Menezes do Riacho do Sangue ficaram conhecidos - talvez por isso invejados -
pela comunhão permanente e união entre os seus membros.

Um exemplo disso observamos na contenda que o nosso
biografado encetou para defender a memória de seu avô
paterno, que não chegou a conhecer.

Antônio Bezerra de Sousa e Menezes, o avô, nasceu na Caatinga
do Góes, em 23 de março de 1758, foi homem de influência e
ação durante os movimentos de 1817 e 1824. Evidenciou-se
denodadamente nas lutas pela independência do Brasil, em
1822, derrotando as aguerridas tropas de José Félix e
Manoel Antônio Diniz em Forquilha (CE). No entanto, em
decorrência das arbitrariedades  cometidas por d. Pedro I,
na fase inicial de seu governo, mudou de lado. Tornou-se
comandante das armas da Confederação do Equador, no Ceará,
sendo por isso perseguido e capturado na fazenda Cruz, lançado
a ferros numa prisão em Fortaleza, e condenado à morte. Mas,
graças à intervenção do tenente-coronel de engenheiros,
Jacó Conrado de Niemeyer - presidente da comissão militar
nomeada para julgar os rebeldes - que levou em conta os
relevantes serviços por ele anteriormente prestados à nação,
a pena de morte foi comutada para a de degredo perpétuo no
interior do Maranhão, pena que não chegou a ser cumprida,
pois faleceu a caminho do desterro, em 27 de setembro de 1827,
sendo seu corpo sepultado em Riacho do Sangue.

Neste trágico episódio da história Cearense, não tiveram a mesma
sorte outros adeptos sa República do Equador, dos quais sofreram
fuzilamento no campo da Pólvora - depois praça dos Mártires
e atualmente Passeio Público, em Fortaleza - o padre Mororó,
Pessoa Anta, Francisco Ibiapina, Luis Inácio de Azevedo e
Feliciano Carapinima.

Conrado Niemeyer, dando conta do fato sinistro ao ministro da
guerra, em ofício de 1º de maio de 1825, exprimiu-se com
frieza sobre as solenidades do 'ato de justiça':

Ontem pelas 9 horas da manhã foram
fuzilados, por sentensa da Comissão
Militar, os rebeldes, padre Inácio
Gonçalo Loiola (padre Mororó ) e o
coronel João de Andrade Pessoa Anta,
ficando recomendado à piedade de
S.M.I.(Sua Majestade o Imperador),
o tenente-coronel Antônio Bezerra de
Souza, que nesta província serviu por
algum tempo de comandante de armas.
Não posso deixar de aproveitar com
prazer este delicioso momento, para
novamente fazer patente a S.M.I. a
disciplina e subordinação de toda a
tropa de meu mando, a firmeza, o
silêncio, a obediência, o respeito que
patentiou no ato da execução dos réus,
e o entusiasmo, com que deram os vivas
e entoaram o Hino Nacional, me encheu
de maior confiança a seu respeito (...).


A discussão aludida deu-se, no Rio de Janeiro, entre Bezerra de
Menezes e o conselheiro João Manoel Pereira da Silva (1818-
1897) -literato, criminalista, político e orador inflamado - quando
este, em 1871, levantou dúvidas sobre o comportamento de
Conrado Niemeyer no julgamento dos cabeças da revolta de 1824.
Bezerra rebateu galhardamente as críticas, escrevendo artigos no
periódico da corte, A Reforma. Igualmente, do Ceará, o senador
Tomás Pompeu refutou as argumentações de Pereira da Silva,
através dos jornais O Cearense (novembro e dezembro de 1871)
e A Constituição. "

Agora, as Respostas, à Pergunta do Início: 

Resolvi "inserir"  B. de Paiva e Oscar Niemeyer, na Confederação
do Equador, pela simples razão de, o primeiro, ter me
"encomendado" uma pesquisa sobre a ascendência genealógica
de Oscar Niemeyer... B. de Paiva é meu irmão mais velho
- 10 anos  - e, há alguns meses, pergutou-me: -"Será
que Jacob Conrado Niemeyer, o "carrasco" da Confederação
do Equador, que interferiu na morte de meu avoengo, é
avoengo do Arquiteto de Brasília? Gostaria de saber, afinal,
 fui Diretor do Teatro Nacinal de Brasília, que ele projetou,
veja isso para mim, minha irmã!"...

Imediatamente, entrei no google, que me levou ao Colégio Brasileiro de Genealogia e lá está:> Oscar de Niemeyer Soares
Filho é trineto de Jacob Conrado Niemeyer.
Comuniquei ao B. que logo disse:- >" Eu bem suspeitava!"

Assim, vai-se vendo, as "afinidades" dos dois ARTISTAS :
O Teatólogo B. de Paiva, é tetraneto de Antônio Bezerra  de
Souza e Menezes. Ambos, portanto, são descendentes de dois
homens que estiveram juntos, há 187 anos, naquele  momento dramático,cada um em "lado" diverso, ainda na MONARQUIA...

O Arquiteto Oscar Niemeyer, projetou Brasília e, lá, criou
outros projetos, dentre êles,, o Teatro Nacional. Durante
alguns anos, B. de Paiva dirigiu o Teatro Nacional de Brasília.
Hoje, Oscar Nieemeyer, considerado um dos maiores arquitetos
do Brasil contemporâneo e autor de inúmeros projetos, quase
todos de impotância internacional, está com 103 anos e reside
no Rio de Janeiro. Mesmo sendo mais que centenário, continua
a trabalhar, criando projetos extraordinários, recebendo
constantes homenagens, no Brasil e fora dele.

José Maria Bezerra Paiva, mais conhecido por B. de Paiva,
hoje tem 78 anos, mora e trabalha em Brasília, proferindo
palestras, sobre sua arte principal,o TEATRO, por todo o Brasil.
No Ceará, criou o Cusro de Arte Dramática, da UFC;
foi diretor e ator de teatro, cinema e televisão; reitor da
FEFIERJ, hoje UNI-Rio(RJ). A Casa do Ceará, em Brasília,
já manifestou a idéia, através de seu presidente, de nomear,
o teatro a ser construído, na nova Casa do Ceará,
de TEATRO B. DE PAIVA...

Então, os dois ARTISTAS, possuem ou não, alguns "traços" comuns?

*******

NOTA : Bezerra de Menezes, o biografado do livro organizado
por Luciano Klein Filho, citado na postagem, é
Adolfo Bezerra de Menezes, Médico, Espírita, 
que nasceu a 29 de agosto de 1831, em Riacho
do Sangue (hoje Jaguaretama) no Ceará, e      
faleceu no dia 11 de abril de 1900, no Rio de   
Janeiro. O Dr. Bezerra de Menezes, é conhecido
também, como o "Allan Kardec brasileiro"        
o "Médico dos Pobres"....  
*******

Vou agora, mas eu volto.........................um forte abraço!                                                       

domingo, 1 de maio de 2011

LETRAS das 7 CANÇÕES que MAMÃE mais CANTAVA - V I I


SURPRESA

Foto de cofre antigo,móvel, "salvo" do mercado
livre, na internet...
Foto de cofre,de parede, "menos" antigo, que o de 
de cima,"salvo do mercado livre, na internet...

Eete, é um pedacinnho de uma das prateleira de
minha velha  estante...Vejam, ao lado direito do
livro 1,... é um cofre antigo, em
forma de livro, herança de um meu ancestral...
(Foto : Lúcia Paiva) 

Nesta foto, o mesmo cofre retirado da estante, vendo-se
a bela e "trabalhada" parte de trás(costas), esmaltado,
  parece ágata,original...(Foto: Lúcia Paiva)...

Meu querido cofrinho, precisa de uma restauração,
enferrujou, em cima e nas laterais. o que não ocorreu com a
parte de baixo,que conservou-se...Na foto anterior,
considerei "atrás", por êle está de ´"pé"....
O "desenho" de cima, é uma Caravela, em alto relevo...
Este cofre, medindo 25x15 cm, pertenceu
ao meu bisavô paterno, português,
da Ilha de São Miguel ,dos Açores,
João Francisco de Oliveira
(Foto: Lúcia Paiva)
"Descobri", no mercado livre da internet, esses
lindos cofrinhos, em cores diversas,
semelhantes ao meu, mas não
com o "seu valor", evidentemente...
  "Salvei" a foto, de imediato...

Carlos Alberto, NÃO é o nome do fotografado.
Ainda não posso revelar o nome deste moço...
Posso adiantar que não é o meu
avô. Mas é um primo dele, nascido
por volta de 1860...Trata-se do filho
de uma grande personalidade nacional,
nascido no Ceará, em 1831, irmão de um
meu bisavô materno...(SURPRESA!!!)
Queria postar, aqui, uma foto de meu avô
bem mocinho, mas só possuo foto dele já bem idoso...
Essa foto, pertence ao acervo de minha família, agora, sob a minha "guarda"...

Fiz um suspense, porque pretendia retardar,  um pouco 
mais, o final desta série, em que homenageio Dona Mazé. Até
pensei no "provável" ciúme que devo estar causando ao meu
amado pai. Afinal, o 1º Centenário de Nascimento dele foi bem antes do dela, ocorreu em 1995, treze anos antes, portanto...o
da mamãe foi em 2008. Com este "draminha" de consciência,
daqui a alguns dias, começarei a planejar uma série de
postagens, semelhantes a esta, que se encerra hoje, ou seja:
"Letras das 7 canções que papai mais cantava"...

Pois muito bem, aí vem a "surpresa"...as ilustrações, no início
desta postagem tem tudo a ver. As três palavras-chave da
canção de nº 7 são: surpresa, cofre, fotografia...

Letra da Canção 7

SURPRESA

Diversas vezes a mamãe disse
Porém de modo que eu não ouvisse
Ser bem difícil hoje encontrar
A moça um noivo pra se casar

Ela então teria que um noivo escolher
O qual saberia sem receio ter
Rapaz conhecido por onde ela andou
Que  fosse um marido como ela encontrou

Depois no cofre um certo dia
Eu achei uma fototrafia
Era um retrato lindo perfil
De um belo moço forte e gentil

Eu então tirei lá do cofre assim
Guardando no seio disse para mim
Ah! é uma surpresa que querem fazer
Este com certeza meu noivo há de ser

Olho o retrato que tinha achado
Dentro do cofre tão bem guardado
Sempre esperando queria ver
O retratado me aparecer

Foi um belo dia
Logo de manhã
Quem êle seria
Pergunto a mamã

Mostro o retrato que tinha achado
Dentro do cofre tão bem guardado
E me julgava já tão feliz
Quando sorrindo mamãe me diz

Este retratinho é do teu avô
Era assim mocinho quando êle tirou
Foi uma surpresa eu mesma arranjei
Depois da surpresa...quase desmaiei...

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NOTA: No CD, "Canções Prediletas da Dona Mazé", gravado
por sua neta Márcia Paiva,que teve a capa e contra
capa publicadas no  último dia 14/04/, neste blog,
 tem, ao final, após a última canção - Surpresa -
 um "Parabéns pra Mazé"....
seguido de um "grito de amor", pelos netos,
que vai transcrito  abaixo :

"Parabéns pra Mazé
Nesta data querida
Neste seu Centenário
Por toda a sua Vida"

"Nós te amamos, Vovó Mazé ! "

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Estou indo.>>>................mas eu volto<<< .......um abraço!